Como usar o Google Voice para receber recados de voz aqui no Brasil
Antes de mais nada, vale lembrar que o Skype possui um serviço muito semelhante e eficaz. Quem compra um número de telefone online no Skype, ganha a caixa de recados de voz. Caso o Skype não esteja ativo e alguém tente ligar para o número, uma mensagem pré gravada pedirá para deixar um recado.
Você pode programar para receber um aviso em seu email sempre que receber um recado de
voz novo. Sendo assim, o Skype, de certa maneira, substitui o Google Voice, ao menos para essa função.
E claro, não custa lembrar que esse número online funciona como um telefone fixo, ou seja, qualquer pessoa de um telefone comum ou de um celular pode ligar para esse número.
Bom, mas caso ainda assim você queria experimentar o Google Voice, como ele está
ativo apenas nos EUA, é possível, mas necessita alguns passos. Resolvi experimentar, só mesmo pra conferir a ferramenta, pois de fato, o mais lógico é usar o Skype, ao menos enquanto o Google Voice atender apenas os Estados Unidos.
Aqui vai todo o procedimento:
1 - Compre no Skype um número de telefone fixo no EUA (cerca de R$40,00/trimestre).
2 - Entre no Google Voice (http://google.com/voice) e cadastre o seu usuário, utilizando esse número internacional do Skype.
3 - Pronto. Você ganhará um outro número de telefone do EUA, oferecido pelo Google Voice, que dá acesso a todo os serviços:
- ao ligar para esse número do Google Voice, a chamada é redirecionada ao mesmo tempo para todos os números cadastrados (mas nesse caso apenas o número do Skype está cadastrado);
- é possível receber SMS nesse número do Google Voice. A mensagem chega por email na sua conta do GMAIL. (porém a pessoa que enviar vai pagar um SMS internacional);
- Quem ligar para o seu número do Google Voice; e caso você não atenda a ligação, essa pessoa poderá deixar um recado de voz; que você recebe imediatamente anexado em um email na sua conta do GMAIL.
- caso possua um smartphone, você pode instalar o aplicativo do Google Voice Mobile e assim poderá receber os recados de voz e SMS também em seu celular.
O processo de criação do Google Voice está concluído, porém provavelmente a maioria dos seus contatos moram no Brasil e ficará caro ligar para o seu número do Google Voice nos EUA. Sendo assim, seguem mais algumas etapas:
4 - Para que seus contatos não sejam obrigados a efetuar uma ligação internacional, você pode comprar mais um número de telefone online no Skype. Desta vez compre um número no Brasil (cerca de R$20,00/trimestre).
5 - No Skype será necessário desativar a caixa postal de voz em caso de não-atendimento. E habilitar a opção de transferência de chamadas. Configure a transferência para o número internacional do Google Voice.
6 - Efetuando essa configuração, você evita que seus contatos sejam obrigados a realizar uma ligação internacional, por sua vez, quem pagará a transferência internacional é você. Recomendo comprar um pacote de minutos para ligação no EUA (um pacote de 120 min. custa R$4,99/mês no Skype).
7 - Pronto. A configuração está completa. Você divulga aos amigos esse seu número local. Caso você não atenda a ligação pelo Skype, ela será transferida automaticamente para o Google Voice e a pessoa poderá deixar um recado de voz. Esse arquivo de áudio é direcionado imediatamente para o seu GMAIL ou para o seu aplicativo do Google Voice Mobile do seu celular.
Afinal, #AlgoEstaNoAr. Mas o quê?!?! [updated]
O teaser é um recurso já antigo da comunicação. Lançar uma informação mas sem detalhar, sem deixar claro do que se trata. Criar expectativa simplesmente.
O objetivo é amplificar a audiência para a mensagem que vem a seguir. Mais uma vez, as redes sociais mostram ser uma ótima ferramenta para potencializar situações assim.
Recentemente pudemos comprovar isso com o case de lançamento da cerveja Devassa. O teaser da campanha não anunciava o produto nem a garota propaganda. Lançava apenas a pergunta: "Quem afinal era a bem devassa?". A tag #bemmisteriosa espalhou-se pelas redes e inundou o twitter. Um sucesso.
Agora surge uma nova tag: #AlgoEstaNoAr. Mais uma vez, um teaser de lançamento de algum novo produto ou serviço.
Alguns blogs mencionam a possibilidade de se tratar do lançamento de um serviço de navegação mapeada por imagens em 360°, semelhante ao Google Street View.
Quem sabe é o lançamento do próprio Google Street View no Brasil. Ou nada disso.
O que se sabe é que já existe um hotsite (algoestanoar.com.br) e um perfil no Twitter (@AlgoEstaNoAr). Já existe também uma promoção, criada para estimular a propagação da tag #AlgoEstaNoAr pelas redes. O ganhador leva um MacBook Air.
Sabe-se que é possível navegar pelas ruas no hotsite. Basta clicar nas setas que aparecem no chão.
Sabe-se que na imagem 360° do hotsite existem links espalhados que levam para vídeos do Youtube.
Há também um vídeo publicado no Youtube que mostra um pequeno trecho do making-of da campanha.
Sabe-se que o registro do domínio está em nome de "Zenyu Nakamura". Porém há pouco sobre ele na internet. Talvez esse nome seja inclusive, uma "pista falsa".
O blog #Nops fez um post lançando o boato de que celebridades já comentaram o assunto. Tudo brincadeira.
Mas de qualquer maneira, sabe-se que a tag #AlgoEstaNoAr chamou a atenção de muita gente no Twitter e deve ser assunto corriqueiro nos próximos dias.
Sabe-se também que a agência que está fazendo a divulgação em mídias sociais é a Gauge, mas não se sabe quem é o cliente nem a agência que montou a campanha.
Enfim, não se sabe muita coisa. O que se sabe, sem dúvida, é que #AlgoEstaNoAr...
[UPDATED 02/07/2010] Nos últimos dias uma nova especulação surgiu na rede. Alguns comentários intrigantes no blog, e conversas que tive no Twitter, fazem concluir que possivelmente a marca responsável por essa ação seja a Citroën, e não o Google, como especulou-se no início da campanha.
Possívelmente essa ação seja um teaser de lançamento de algum novo modelo. Quem sabe o novo C5, ou mais provavelmente o Citroën AirCross, que já foi anunciado no twitter oficial da marca.
[UPDATED 04/07/2010] CONFIRMADO! "Algo Está no Ar" é mesmo uma campanha da Citroën para lançar o novo Aircross.
A marca começou a anunciar/revelar sua participação na campanha teaser #AlgoEstaNoAr. Nesta segunda fase da campanha, o hotsite traz imagens em 360o dos detalhes internos e externos do carro.
A criação e realização da campanha é de autoria da agência Rumba, que contou com a participação da Gauge na propagação pelas redes sociais. Em duas semanas, o hotsite chegou a mais de 100 mil acessos e o perfil no Twitter chegou a quase 2 mil seguidores.
QUEM MAIS FALOU SOBRE:
- Concorrente do Street View está chegando ao Brasil?
- Algo está no ar...
- Algo está no ar?
- Algo está no ar: São Paulo em 360 graus
O objetivo é amplificar a audiência para a mensagem que vem a seguir. Mais uma vez, as redes sociais mostram ser uma ótima ferramenta para potencializar situações assim.
Recentemente pudemos comprovar isso com o case de lançamento da cerveja Devassa. O teaser da campanha não anunciava o produto nem a garota propaganda. Lançava apenas a pergunta: "Quem afinal era a bem devassa?". A tag #bemmisteriosa espalhou-se pelas redes e inundou o twitter. Um sucesso.
Agora surge uma nova tag: #AlgoEstaNoAr. Mais uma vez, um teaser de lançamento de algum novo produto ou serviço.
Alguns blogs mencionam a possibilidade de se tratar do lançamento de um serviço de navegação mapeada por imagens em 360°, semelhante ao Google Street View.
Quem sabe é o lançamento do próprio Google Street View no Brasil. Ou nada disso.
O que se sabe é que já existe um hotsite (algoestanoar.com.br) e um perfil no Twitter (@AlgoEstaNoAr). Já existe também uma promoção, criada para estimular a propagação da tag #AlgoEstaNoAr pelas redes. O ganhador leva um MacBook Air.
Sabe-se que é possível navegar pelas ruas no hotsite. Basta clicar nas setas que aparecem no chão.
Sabe-se que na imagem 360° do hotsite existem links espalhados que levam para vídeos do Youtube.
Há também um vídeo publicado no Youtube que mostra um pequeno trecho do making-of da campanha.
Sabe-se que o registro do domínio está em nome de "Zenyu Nakamura". Porém há pouco sobre ele na internet. Talvez esse nome seja inclusive, uma "pista falsa".
O blog #Nops fez um post lançando o boato de que celebridades já comentaram o assunto. Tudo brincadeira.
Mas de qualquer maneira, sabe-se que a tag #AlgoEstaNoAr chamou a atenção de muita gente no Twitter e deve ser assunto corriqueiro nos próximos dias.
Sabe-se também que a agência que está fazendo a divulgação em mídias sociais é a Gauge, mas não se sabe quem é o cliente nem a agência que montou a campanha.
Enfim, não se sabe muita coisa. O que se sabe, sem dúvida, é que #AlgoEstaNoAr...
[UPDATED 02/07/2010] Nos últimos dias uma nova especulação surgiu na rede. Alguns comentários intrigantes no blog, e conversas que tive no Twitter, fazem concluir que possivelmente a marca responsável por essa ação seja a Citroën, e não o Google, como especulou-se no início da campanha.
Possívelmente essa ação seja um teaser de lançamento de algum novo modelo. Quem sabe o novo C5, ou mais provavelmente o Citroën AirCross, que já foi anunciado no twitter oficial da marca.
[UPDATED 04/07/2010] CONFIRMADO! "Algo Está no Ar" é mesmo uma campanha da Citroën para lançar o novo Aircross.
A marca começou a anunciar/revelar sua participação na campanha teaser #AlgoEstaNoAr. Nesta segunda fase da campanha, o hotsite traz imagens em 360o dos detalhes internos e externos do carro.
A criação e realização da campanha é de autoria da agência Rumba, que contou com a participação da Gauge na propagação pelas redes sociais. Em duas semanas, o hotsite chegou a mais de 100 mil acessos e o perfil no Twitter chegou a quase 2 mil seguidores.
QUEM MAIS FALOU SOBRE:
- Concorrente do Street View está chegando ao Brasil?
- Algo está no ar...
- Algo está no ar?
- Algo está no ar: São Paulo em 360 graus
Crise de Imagem: a resposta da Globo para o "Cala Boca Galvão"
O fato todos conhecem: desde o início da Copa do Mundo de 2010, virou hit no Twitter a expressão "CALA BOCA GALVAO", bem como o tag #calabocagalvao.
Vale ressaltar que sempre foi costume do brasileiro, durante a transmissão dos jogos de futebol pela Rede Globo, mesmo antes do Twitter, reclamar dos comentários do Galvão Bueno. Como digo sempre, os meios digitais não são nada mais do que espelhos potencializadores do que já acontece em nosso cotidiano.
No Twitter a reclamação virou brincadeira. Foi chamada de "movimento". O objetivo: fazer a expressão "CALA BOCA GALVAO" chegar aos Trendig Topics do Twitter.
A Repercussão:
O Twitter foi de fato uma ferramenta potencializadora de um interesse coletivo. O objetivo foi alcançado. A expressão chegou aos Trending Topics e com isso, ganhou repercussão mundial.
Chegaram a exibir uma faixa dizendo "CALA BOCA GALVAO" durante a primeira partida do Brasil na Copa do Mundo.
Para complementar e estimular a propagação, o blog Não Salvo, em conjunto com Nandopax e NerdsKamikaze, criaram um vídeo publicado no YouTube, com o objetivo de confundir a audiência internacional (que no Twitter questionavam o que significava a expressão "CALA BOCA GALVAO").
No vídeo publicado no YouTube, uma narração em inglês fala de um movimento para salvar uma espécie de pássaro chamado "Galvão".
Pois bem, em cerca de uma semana, toda essa brincadeira virou pauta para jornais como o El Pais (Espanha) e o NY Times (EUA).
A Resposta da emissora:
Até ontem, a rede Globo manteve-se calada sobre o assunto. Assim como fez em relação às faixas que sempre existiram nos campos de futebol brasileiros. A única ação até então, era evitar que as faixas fossem captadas pelas câmeras da emissora.
Mas o surgimento das redes sociais e o paradigma que ela traz consigo, obrigou a Rede Globo a começar a mudar seu relacionamento com a audiência.
Desde o ano passado a emissora vem experimentando novas estratégias de comunicação e relacionamento com o público. Particularmente, acredito inclusive que a Globo é a emissora no Brasil, melhor prepararada para lidar com esse novo paradigma implantado pelas redes sociais (veja aqui um outro post sobre o assunto).
Sob o ponto de vista institucional, o "CALA BOCA GALVAO" é um bom exemplo de situação de crise de imagem que surge com a era das redes sociais.
Em discussões sobre "gerenciamento de crise de imagem" e RP 2.0, é unânime a afirmação de que não se deve optar em primeira instância, por nenhuuma resposta institucional que seja agressiva, impositiva ou que tente cercear a opinião pública. Ao contrário, a melhor resolução é aquela que consegue minimizar a repercussão negativa e se possível, converter em algo positivo.
Foi o que fez a Rede Globo.
Depois de uma semana inteira sem nenhuma manifestação, o próprio Galvão Bueno começou a comentar o caso publicamente, dizendo que considerava uma espécie de homenagem.
Especialmente ontem, após a transmissão da partida Brasil x Coréia do Norte (em que aparece a faixa no estádio), o locutor conversa com o apresentador Tiago Leifert e comenta o caso. Esse material, além de transmitido pela emissora, é também transformado em uma matéria para o portal na internet da emissora.
Aqui começa a sacada da Globo, pois ao invés de calar-se, ela começa a aproveitar o assunto como pauta e tenta converter em audiência.
Logo depois da publicação online da matéria, em seus respectivos perfis no Twitter, Galvão Bueno (fake), Tiago Leifert e Casseta & Planeta comentam o caso, ajudando a divulgar o link da matéria.
No final da matéria fica anunciado que a entrevista completa iria ao ar no programa Central da Copa na noite daquela quarta.
Essa nota foi suficiente para gerar expectativa entre os usuários do Twitter que claro, naquela noite, durante toda a transmissão do programa Central da Copa, ficaram também ligados no Twitter, comentando entre si.
Em resumo, o interessante deste caso não é a estratégia para eliminar a repercussão negativa, pois grande parte do público reclamou do locutor considerar tudo isso apenas uma "brincadeira". E de fato, a repercussão negativa continua (porém foi minimizada).
O destaque fica para a capacidade da emissora em conquistar parte desse público e converter em audiência para o seu portal na internet e para o programa Central da Copa. Afinal, a luta maior atualmente das emissoras de TV é atrair o público que migrou da televisão para o ambiente digital.
Observações finais:
- No texto acima não pretendo indicar que todos os fatos são parte de uma única estratégia planejada pela emissora. Não faço ideia em qual momento houve uma ação institucional e qual foi uma atitude particular dos profissionais envolvidos. Fato é que o conjunto dos eventos surtiram um efeito positivo para a Rede Globo.
- Após a publicação desse post alguns amigos lembraram que o perfil @galvaobueno_ não é oficial. Ainda assim, foi um dos perfis que participaram da propagação da matéria da Globo sobre o caso e portanto, colaboraram positivamente para a promoção da emissora. Obrigado àqueles que ajudaram a complementar esse post!
- Hoje o programa Video Show também fez uma matéria dobre o "CALA BOCA GALVAO", prova de que a emissora resolveu apropriar-se do assunto como pauta para sua programação. Uma forma de atrair o público do Twitter para a televisão.
- Um leitor do blog deixou na área de comentários um link para outra matéria publicada no portal da Globo sobre o programa Central da Copa e a entrevista com Galvão Bueno. Nota-se que o tema gerou bastante conteúdo.
- Concordo que na entrevista durante o Central da Copa, o próprio Galvão Bueno não aparenta estar completamente à vontade. O que indicaria trata-se de uma decisão institucional essa tentativa de apropriação da repercussão. Mas vale mais a aposta de que no fundo, foi um encontro de iniciativas institucionais e individuais de pessoas que conhecem bem o funcionamento das redes, como o Tiago Leifert.
- Também concordo com aqueles que disseram não gostar de como a Globo ironizou a situação. "Levar na brincadeira" não é, de fato, a melhor resposta. O público quer ser levado a sério, e não o contrário. Por isso afirmo que essa resposta não foi necessariamente a melhor, minha ênfase está mais sobre a forma como ela aproveitou para gerar audiência para sua programação.
MTV na Rua: versão tablóide 3D
Nessa semana que passou a MTV lançou um jornal impresso, diário, distribuído gratuitamente pelos semáforos em São Paulo, assim como o Destak e o Metro.
Branded Content. Transmedia. São alguns dos conceitos aplicados nesse formato tablóide do "MTV na Rua". Apesar do canal não fazer o mesmo sucesso que há décadas passadas, suas estratégias de comunicação são boas.
E aproveitando a moda dos filmes 3d e da televisão 3D, na sexta-feira a edição do MTV na Rua foi impressa inteiramente em 3D. Todas as fotos e anúncios do jornal foram adaptadas para ver com os tais óculos 3D.
Eu particularmente, não consegui engolir essa pressão "3D" da indústria do entretenimento. Continuo a acreditar que dificilmente conseguiremos nos acostumar a assistir televisão, deitados no sofá, usando óculos 3D. Muito menos colocar os óculos para ler o jornal.
Mas claro, ainda com certo tom de "novidade", é sem dúvida atraente e impactante ver um jornal inteiro em 3D.
O elo perdido da Saveiro Cross
Gosto sempre de comentar aqui ações de comunicação que de alguma forma, colaboram para a construção e o desenvolvimento da linguagem publicitária.
É o caso desta ação que começou na semana passada e ainda está em fase inicial. Trata-se do lançamento do modelo 2011 da Saveiro Cross da Volkswagen.
Vale um destaque para a alternativa criada para transpor as limitações impostas pela Lei da Cidade Limpa, que limita bastante qualquer comunicação publicitária pelas ruas de São Paulo.
No caso desta ação, um carro Saveiro Cross passou cerca de 15 dias circulando pela cidade. O carro não apresentava nenhuma mensagem ou adesivo e portanto, não se prestava diretamente para uma comunicação publicitária. Poderia ser inclusive, considerado o veículo de um consumidor.
Para tentar chamar mais atenção do que os demais carros na rua, escolheram uma cor diferenciada (laranja) e na caçamba aplicaram um mock-up de um homem das cavernas congelado em um bloco de gelo. Nada mais estranho para circular pela cidade.
Como não há qualquer indicação, espera-se que pelo puro apelo visual, parte dos impactados notem que se trata do novo modelo da Saveiro Cross.
Para estimular a propagação espontânea, foram criadas diversas estratégias envolvendo redes sociais e influenciadores dessas redes.
Uma página no Facebook explica um pouco da ação e o perfil no Twitter (@oeloperdido) vai comentando por onde anda a pick-up, além de manter o relacionamento com os usuários da rede.
Na 1a fase da campanha, algumas pessoas foram convidadas para conhecer a Saveiro Cross. A proposta era ganhar uma carona até um destino escolhido pelo convidado. Eu fui um desses convidados. Na semana seguinte essa carona foi oferecida para qualquer usuário do Twitter que enviasse publicamente o pedido.
Por optar apenas pela propagação espontânea (sem publicidade direta ou posts/tweets pagos) o crescimento de seguidores da campanha ainda é lento. Além disso, na 1a semana o perfil no Twitter não trazia nenhuma identificação da marca Volkswagen, ou mesmo do modelo Saveiro Cross. Também não ficava claro a razão do tema "O Elo Perdido". Tudo isso pode ter gerado certa desconfiança nos usuários, mas que provavelmente foi resolvido com a criação da página no Facebook.
Além disso, hoje começou uma nova fase que deve ampliar a propagação da campanha: ainda através do perfil @oeloperdido, foi lançada uma promoção em que o premiado ganha uma carona até Boituva para fazer um salto duplo de paraquedas.
Tanto a promoção em si, como a repercussão do salto duplo em Boituva, provavelmente ampliarão a repercussão da ação "O Elo Perdido".
Na semana que vem, essa mesma mecânica de passeio pela cidade vai continuar, porém desta vez no Rio de Janeiro.
Também quero aproveitar esse post para refletir sobre a relevância e importância dedicada ao número de pessoas que acompanham as páginas da promoção nas redes sociais. Ou também parar o número de registros, fotos e vídeos publicados pelas redes.
Claro, são os índices mais fáceis da agência apresentar como resultado para o cliente (Volkswagen). Porém numa campanha como "O Elo Perdido", esse número não mostra quantas pessoas foram impactadas diariamente pela Saveiro Cross circulando pelas ruas. Também é invisível com quantas pessoas elas comentaram o caso. Ou quantas vezes os caroneiros comentaram a experiência com seus amigos.
Enfim, uma ação pode eventualmente não gerar tantos registros na web, mas eventualmente pode ter repercutido muito bem no ambiente social (real) dos impactados.
A nova roupagem do "viralzinho"
O formato "Viral do Youtube", talvez tenha sido o primeiro modelo que fez surgir a noção de "mídias sociais" na publicidade.
Como a velocidade de atualização do mundo é extremamente rápida, esse formato já não gera o mesmo impacto nas pessoas como há 2 anos atrás. Muitos já se cansaram de espalhar por aí aquele vídeo-amador-do-youtube. Além disso, o consumidor adquiriu um know-how capaz de identificar "falsos vídeos amadores", criados por agências para ações de branding, e eles já não são mais espalhados com tanta espontaneidade.
Se você olhar ao redor, vai notar que por conta disso o que vemos acontecer é uma nova fase desses "virais". Migramos do "amadorismo" para a "supremacia profissional". Algumas marcas resolveram apostar no aposto completo do amadorismo e estão obtendo bons resultados.
Ao invés de vídeos caseiros, marcas realizam agora produções cinematográficas para publicação na web.
Essa proposta tem inspiração em um case de sucesso de branded content, em que a BMW produziu uma série de curtas-metragem (The Hire) em 2001/2002.
A NIKE é uma marca que apostou muito nesse modelo. Recentemente ela diminuiu bastante seus investimentos em televisão; e concentrou nas super-produções para web. Em seu canal no Youtube é possível encontrar muitos bons exemplos.
Para fechar o post vai outro exemplo, trata-se de um dos episódios de uma série da Adidas que faz referência ao filme "Star Wars":
Como a velocidade de atualização do mundo é extremamente rápida, esse formato já não gera o mesmo impacto nas pessoas como há 2 anos atrás. Muitos já se cansaram de espalhar por aí aquele vídeo-amador-do-youtube. Além disso, o consumidor adquiriu um know-how capaz de identificar "falsos vídeos amadores", criados por agências para ações de branding, e eles já não são mais espalhados com tanta espontaneidade.
Se você olhar ao redor, vai notar que por conta disso o que vemos acontecer é uma nova fase desses "virais". Migramos do "amadorismo" para a "supremacia profissional". Algumas marcas resolveram apostar no aposto completo do amadorismo e estão obtendo bons resultados.
Ao invés de vídeos caseiros, marcas realizam agora produções cinematográficas para publicação na web.
Essa proposta tem inspiração em um case de sucesso de branded content, em que a BMW produziu uma série de curtas-metragem (The Hire) em 2001/2002.
A NIKE é uma marca que apostou muito nesse modelo. Recentemente ela diminuiu bastante seus investimentos em televisão; e concentrou nas super-produções para web. Em seu canal no Youtube é possível encontrar muitos bons exemplos.
Para fechar o post vai outro exemplo, trata-se de um dos episódios de uma série da Adidas que faz referência ao filme "Star Wars":
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