Perfil dos usuários do Twitter no Brasil #QuemUsaOtwitter

O próprio Twitter publicou o resultado de uma pesquisa que indica o perfil do usuário brasileiro.
Confira abaixo:


Sobre a conversa entre Itaú, Netflix, Ponto Frio, McDonalds e Coca-Cola no Twitter

Resolvi trazer para cá uma parte do registro da conversa que aconteceu na última terça (01/04). Sei que já vimos outros exemplos semelhantes, mas ainda assim, é um bom exemplo prático de toda a revolução que estamos presenciando no mundo da comunicação, da publicidade e do relacionamento com o consumidor.

Analisar o desenrolar da conversa ajuda a compreender um pouco do que se trata algo que estão chamando de "real time marketing".














A observação da "conversação" faz levantar muitas questões, as quais deixo aqui para sua reflexão:
- Qual estrutura é necessária para sua empresa conseguir responder com essa desenvoltura e imediaticidade?
-  Como desenvolver uma proximidade tão grande entre a agência e cliente para que os profissionais que atuam diretamente com as publicações possam ter segurança e liberdade para interagir dessa forma no Twitter?
- Quais cuidados agência e marca precisam ter quando citam outras marcas nas redes sociais? Por enquanto não há legislação clara a respeito, mas sabe-se que citar diretamente um concorrente numa peça publicitária não é usual no Brasil. Já nos EUA é bastante comum.
- Só é possível algo assim quando a presença digital das marcas envolvidas são administradas pela mesma agência ou agências parceiras?
- Ações assim são planejadas previamente ou foi tudo 100% espontâneo?


Acredito que muitas dessas questões ainda não possuem uma única resposta firmada, mas enquanto isso, ganham destaque as marcas que assumem o risco inerente de quem resolve sair na frente e inovar, como aconteceu com as marcas envolvidas nesse caso.


Um portal de notícias que se adapta ao seu interesse


É fato que o jornalismo vive uma difícil fase frente às novidades da era digital. Poucos jornais e revistas descobriram como obter sucesso no ambiente digital.

A maioria ainda vive uma fase que Marshall McLuhan já previu nos anos 60, quando estudou o surgimento de novos meios de comunicação: eles costumam ser ocupados por conteúdos com formato antiquado, oriundos dos meios anteriores.

Na internet, vemos acontecer algo do gênero: os portais dos importantes jornais e revistas do Brasil são uma mera replicação do seu formato impresso. Isso não funciona, pois além de estarmos num meio que tem características distintas dos meios anteriores, também estamos à frente de uma nova sociedade.

Nossa sociedade vive uma constante pressão por produtividade. Poucos possuem tempo para ler o jornal completo toda manhã. O estímulo pela cultura da economia e da sustentabilidade faz as pessoas acreditarem que assinar um jornal impresso é um desperdício, já que não conseguirá aproveitar por completo. Além disso, fica a impressão de que nem todas as notícias ali presentes são relevantes, pois a sociedade da cultura digital não aceita mais passivamente o que aparece à sua frente. Ela quer ver seus interesses participando e colaborando com o processo de comunicação.

Além da posição mais ativa, desenvolvemos ao longo das últimas décadas o desejo pelo consumo individualizado da informação. Não só trocamos o telefone pelo celular, mas também deixamos de assistir todos juntos um mesmo canal de TV na sala e passamos a consumir canais diferentes de TV, cada um num cômodo diferente da casa.

Na internet nem se fala. A possibilidade quase infinita de acesso à informação nos faz navegar à deriva em meio ao excesso de informação; e até agora, ninguém soube aproveitar adequadamente esse cenário.

Alguns portais de notícias experimentaram a possibiliade da personalização da página de entrada, em que é possível escolher as suas editorias de interesse, porém, em tempos de redes sociais, não é exatamente esse o nível de personalização que esperamos.

Como garantir a relevância de um portal de notícias na era da big data? Aqui vai a resposta: considere um portal que ao ser acessado, ele analisa os seguintes dados (claro, com a sua devida autorização prévia):
- seu histórico de navegação e notícias que leu nas visitas anteriores;
- sua ficha de cadastro no portal e todas as informações que disponibilizou lá (endereço, idade, faixa etária etc);
- os assuntos que você costuma comentar em seu facebook e twitter;
- as fanpages que você curtiu e as pessoas que você segue;
- os locais onde já fez check-in e o local exato em que você está;
- etc.

Coloque esses dados para serem processados e filtrados por um algorítimo que considere também, uma nota de relevância para todas as notícias que os jornalistas produzem para o portal e pronto, temos um site de notícias extremamente adaptado aos interesses de cada pessoa.

Ninguém mais acessará uma página de entrada com as mesmas notícias na manchete. E a classificação que o jornalista indica para cada reportagem vai garantir que o leitor não fique fechado em um círculo vicioso de informação sem ter acesso aos fatos importantes do mundo.

Eu pensei que o primeiro a lançar algo semelhante ao que acabei de citar seria Jeff Bezos, CEO da Amazon. Acredito que ele esteja preparando algo do gênero para o lançamento de um novo “The Washington Post”.

Porém, o portal Terra saiu na frente. Dia 31 de março será lançado em alguns países, dentre eles o Brasil, um novo portal do Terra que utiliza um algoritmo bastante semelhante ao que citei. No mês seguinte, esse novo portal será lançado para todos os demais países onde o Terra atua.

A plataforma de gerenciamento de todo conteúdo foi desenvolvida pela Adobe e pretende revolucionar a forma como o usuário consome informação nas redes. A interface do portal também foi bastante modificada. Agora, a proposta é uma navegação com poucas páginas e rolagem infinita. A página de entrada terá uma sequencia infinita de matérias, como a “timeline” de uma rede social.

A partir da próxima semana o Terra prometeu iniciar a distribuição de senhas de acesso para um pequeno grupo de usuários do portal, sorteados ao acaso. Este grupo será convidado a conhecer em primeira mão o novo portal.

Ao que tudo indica, o consumo diário de notícias não será mais como antes. Não se trata apenas da troca do suporte (do papel para o digital), mas da forma como a notícia é filtrada até chegar ao leitor. Nasce uma nova fase para o jornalismo. Saberão seus profissionais aproveitar a oportunidade?



-----------
Publicado originalmente no Update or Die, em 06/03/2014.