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Bate-papo com Mark Zuckerberg, fundador do Facebook


Eu e mais um pequeno grupo de autores de blogs, fomos convidados a participar de um bate-papo informal com Mark Zuckerberg, que faz uma visita ao Brasil.

Segue aqui um post com minhas impressões sobre o bate-papo. Tentarei abordar algumas das perguntas que foram encaminhadas pelo Twitter enquanto estávamos no bate-papo, mas não vou me preocupar em tocar em todos os assuntos que foram discutidos, afinal teremos também outros blogs comentando esse mesmo bate-papo. No final do post vou relacionar os links dos artigos escritos pelos blogueiros convidados.

Achei muito interessante a visão que Mark tem do Facebook. Na conversa, ele tentou enfatizar de várias maneiras, que sua rede não é apenas um serviço para conectar pessoas. Ele não vê interesse na simples conexão de pessoas. É necessário que ocorra a interação e o compartilhamento de informação para que a rede ganhe valor e ofereça algum benefício aos seus usuários.

Assim, dentro do Facebook, todas as iniciativas que surgem buscam atender à filosofia de promover o compartilhamento.

Outro fator importante é a preocupação em deixar na mão do usuário a decisão pelo o que fará parte do conteúdo do Facebook, e isso acontece de várias formas. Uma delas são os aplicativos do Facebook. Seja um game ou um serviço, qualquer aplicativo produzido por terceiros pode ser livremente incorporado ao banco de aplicações do Facebook, mas ele só ganhará usuários caso haja interesse espontâneo.

A construção de uma interface adaptada ao idioma do usuário também segue essa mesma lógica. Ao invés de construir uma interface própria em outro idioma, o Facebook optou por construir um aplicativo que permite ao próprio usuário construir o banco de tradução da interface. Ou seja, não foi imposto ao usuário quais seriam os idiomas que fariam parte da interface. É a iniciativa dos próprios usuários que faz surgir interfaces para cada idioma.


Um ponto que chamou a atenção é a aparente falta de estudo específico sobre o perfil dos usuários conforme sua região. Isso se dá justamente pela preocupação em não privilegiar nenhum grupo de usuários. Parece que não há, por exemplo, nenhum estudo sobre as diferenças do comportamento ou necessidades específicas do usuário brasileiro em relação ao resto do mundo. Mas isso não significa que sua participação não seja notada.

A equipe do Facebook notou, por exemplo, que as aplicações de interação sociais que estimulam a brincadeira atraem bastante os usuários brasileiros. Mark também comentou que o volume de usuários do Brasil dobrou nos últimos dois meses. Esse dado chamou tanta atenção que estimulou a visita dele ao Brasil, porém ele não sabe dizer quais as razões desse rápido crescimento.

Nós, nesse sentido, talvez tenhamos mais informações. Sabemos que no Brasil a rede mais popular até então é o Orkut e essa popularização se deu justamente a partir do momento em que sua interface passou a oferecer a opção de escolha do idioma.

Sabemos também que a popularização trouxe um grave problema: o excesso de informação não solicitada. O spam cresceu e os usuários começaram a buscar alternativas.

Dentre as diversas redes existentes hoje, em geral os usuários brasileiros estão migrando para o Twitter e o Facebook. Por isso provavelmente o aumento na frequência de novos usuários nos últimos meses.

Mark inclusive comentou sobre essa possível concorrência entre o Twitter e o Facebook. Para ele, não há muito com o que se preocupar pois ele entende que o Twitter não oferece o mesmo serviço. Na sua visão, o Twitter é uma ferramenta muito específica, utilizada essencialmente para a troca de dicas e novidades. Já o Facebook é uma plataforma repleta de serviços, todas com foco no compartilhamento.

Minha impressão é que Mark é definitivamente uma pessoa muito jovem que segue uma estrutura de pensamento condizente com um paradigma diferente daquele que o mercado empresarial está acostumado a seguir. Ele não demonstrou uma visão de mercado rígida com foco exclusivamente no lucro (a qualquer custo).

Sua vinda ao Brasil tem como objetivo estimular a produção de aplicativos que sejam incorporados à sua plataforma. E com isso, promover a criatividade para que apareçam novos serviços de interação e compartilhamento.

Amanhã, às 11h, ele fará uma palestra em São Paulo que será transmitida pela web em um canal dentro do próprio Facebook. Para acessar, entre em http://apps.facebook.com
/livefrombrazillive/
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Por fim, abaixo um trecho em vídeo em que Mark fala sobre a participação do Facebook na China.



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Crédito: última foto de CDN_Interativa