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As marcas em meio à "realidade" do meio digital

Chegamos numa nova fase para o relacionamento das marcas com seus consumidores.

Nas conversas dentro das agências, nos debates sobre cases envolvendo mídias sociais e nas palestras e congressos que acompanhei até então, todos convergem para um mesmo ponto: gerenciar e administrar a repercussão.

Já foi a fase em que apenas olhávamos para a originalidade do formato, ou seja, experimentar e inventar maneiras diferentes de aparecer dentro das redes sociais.

Agora entramos numa segunda fase: também estamos preocupados em como acompanhar e administrar a repercussão que uma ação de comunicação pode causar.

O debate é interessante, pois pode-se dizer que as marcas até então, estavam acostumadas a atuar em ambientes controlados. Expor uma comunicação nos meios tradicionais - que são veículos unidirecionais - não é o mesmo que expor um discurso na internet, meio em que o consumidor consegue dar seu feedback com muita facilidade.

A "realidade" do meio digital é outra. Aqui ,quando uma marca abre um espaço de interação, o consumidor aproveita para falar o que quiser. E mais: outras marcas podem invadir o mesmo espaço. Praticamente não há controle!

Acredito inclusive, que as marcas precisam aprender a ser mais flexíveis e ouvir - ou permitir a exposição - de um ou outro argumento negativo. Ou então uma eventual exposição gratuita de outra marca. Pois essa exposição denuncia uma "fragilidade controlada", característica que torna a marca mais humana, menos fria e distante do consumidor.

Algumas marcas já estão aprendendo isso. Mas são poucas. Hoje vejo claramente 3 perfis: as marcas pioneiras que estão atuando bravamente das redes sociais; outras que estão apenas acompanhando a repercussão da sua imagem nas redes e por fim, aquelas que não prestaram atenção ainda na força que esse novo espaço ganhou no mundo da comunicação.

Você é responsável pela estratégia de comunicação de alguma marca? Já parou para pensar nesse assunto?