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AEIOU: a operadora que passou desapercebida em 2009


Exatamente um ano atrás fiz um post sobre a Aeiou, operadora de celular mais barata de São Paulo. O ano de 2009 passou e pouco se falou dessa operadora desde então.

De qualquer maneira, aparentemente não se trata de uma operadora que pretende concorrer diretamente com as líderes desse mercado: sua cobertura é pequena; atende apenas a cidade de São Paulo. Não oferece ainda acesso à internet ou qualquer outro recurso extra. Faz apenas o básico: ligações para fixo/celular e envio de SMS.

Assim, sua estratégia é clara: para manter os custos baixos, a Aeiou fez um baixo investimento em comunicação e oferece um serviço básico; o suficiente para atender o consumidor padrão.

Com esse perfil, seu público-alvo não parece ser a classe A/B. Provavelmente a operadora quer conquistar as classes baixas, que não possuem assinatura pós-paga e costumam carregar valores baixos em seus chips pré-pagos.

Mas qual a razão da baixa penetração da nova operadora, já que o custo do minuto chega a ser 50% mais barato do que a concorrência? Tenho dois palpites: a falta de conhecimento pelo público da existência dessa operadora e o uso de canais de contato inadequados.

- Falta de conhecimento: a única ação de comunicação aconteceu no lançamento, quando a operadora abriu inscrições na internet para interessados em receber um chip com R$30 de crédito para conhecer o serviço.

Pois bem, essa ação de comunicação teve repercussão na época, mas vale lembrar que as classes C/D/E ainda não possuem grande participação na internet. Teoricamente, para atingir esse público, é preciso trabalhar com mídias de massa (jornal / revista / TV). Porém, investimentos em mídia de massa custa caro e iria aumentar o custo final do serviço.

Porém, investimento em comunicação é necessário, ou então passaremos mais um ano sem que o público-alvo saiba da existência da Aeiou.

Uma solução possível é investir em ações de custo mais baixo como ações de guerrilha ou mesmo ações em redes sociais afinal, as classes C/D/E ainda utilizam muito pouco a internet, mas quando acessam, costumam ficar a maior parte do tempo nos comunicadores (messenger) e redes como o Orkut. Ações dirigidas para esses canais podem gerar um bom resultado.


- Canal de contato: o único espaço de contato que a operadora oferece atualmente é seu site na internet. E como já citei, esse não é o canal mais adequado para o público-alvo. Para oferecer um canal de contato por telefone seria necessário sustentar a estrutura de uma central de telemarketing, que obviamente exigiria um alto investimento.

Enquanto isso não é possível, a Aeiou foca sua imagem no jovem, que é mais ligado às novas tecnologias, mas ainda fica dependente do avanço natural do meio digital na sociedade. Claro, um dia a porcentagem de excluídos digitais será pequena, mas a Aeiou conseguirá manter-se até lá?

Eu, de fato, não estou necessariamente preocupado com a operadora. Interessa-me mais é mostrar para aqueles que usam serviços pré-pagos que poderiam gastar praticamente 50% menos com seus celulares.

Por esse motivo, fica o meu convite: se você conhece alguém que não costuma sair da cidade de São Paulo e utiliza o celular apenas para realizar chamadas ou enviar SMS, apresente-lhe os serviços da Aeiou e mostre como solicitar o chip e fazer as recargas através do site www.meuaeiou.com.br.

Quem sabe assim também colaboramos para o fim dos preços abusivos das grandes operadoras.

Para saber mais sobre o serviço da operadora Aeiou, clique aqui e veja o outro post.

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