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Amil: publicidade nonsense?

No último Festival de Cannes um dos filmes que mais fez sucesso foi a campanha nonsense do chocolate Cadbury em que aparece um Gorila tocando bateria ao som de "In the air tonight" do Phil Collins.


O blog "Sim, viral" chegou a comentar a relação do nonsense com o sucesso da campanha.

Por conta do sucesso foi lançado um segundo filme, desta vez com uma corrida de caminhões de aeroporto, ao som de "Don’t Stop Me Now" do Queen.


Aqui no Brasil está "no ar" uma campanha da Amil que proponho aplicá-la nessa mesma categoria "nonsense", afim de encontrar (ou forçar) algum fundamento.



Vou confessar. A primeira vez que vi o comercial de TV fiquei com a impressão que se tratava da adaptação de um vídeo institucional direcionado aos funcionários da Amil. Já os anúncios impressos possuem uma linguagem gráfica composta por um personagem que mais parece uma fada. Ao meu ver essa "fada" seria mais adequada se o público-alvo fosse "meninas de 12 a 15 anos". Além disso, uma peça que possui muita informação e depende de um hotsite para explicar seus os elementos é um indício de uma campanha que ainda não está 100%.



De qualquer maneira, não duvido que a Amil tenha obtido retorno com esse trabalho. Acredito que falar de plano de saúde é difícil e sem dúvida a proposta da house-agency era fugir do lugar comum. Mas particularmente estranhei muito o resultado final. Só consigo aceitar se a intenção era a mesma da Cadbury: atrair pelo estranho e pelo nonsense. Concorda?



OBS: Quero acrescentar que de maneira alguma a idéia do post é desmerecer o trabalho da house-agency. Quem não arrisca também não alcança. Não vou esconder minhas considerações, mas também dou valor para a intenção de fugir do tradicional.