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A TV influenciada pela internet

A Teoria da Comunicação é o campo que estuda os meios e suas especificidades. Um de seus autores, Marshall Mcluhan, costumava dizer que o conteúdo de um novo meio são seus meios anteriores; ou seja, quando a televisão nasceu seu conteúdo era uma mistura resultante de referências oriundas do rádio, do cinema e do teatro.

Costumo fazer uma interpretação particular dizendo que o surgimento de um novo meio acaba também por influenciar o conteúdo do meio anterior. Por exemplo, o desenvolvimento de uma linguagem própria da internet, baseada na interatividade, está aos poucos, influenciando o conteúdo também da televisão.

Em resumo, o meio anterior (televisão) está buscando atender as necessidades de um telespectador influenciado também pela internet, espaço em que a interatividade faz dele um ser ativo no processo de envolvimento com a mídia. Vide os diversos programas de TV em que o telespectador é estimulado a participar através do telefone.

Claro, a integração televisão + telefone não foi uma descoberta pós-internet. Mas convenhamos que programas de televisão interativos tornaram-se cada vez mais comuns após o surgimento da internet.

Essa semana soube de duas diferentes notícias que tocam nesse mesmo tema. A primeira é que a edição deste ano do Video Music Brasil que acontecerá nesta quinta-feria terá uma dose de interatividade nunca antes experimentada pela MTV Brasil. Durante a transmissão ao vivo do evento, o telespectador (através da internet) e os convidados presentes (através de aparelhos eletrônicos) irão escolher os temas das esquetes que Marcelo Adnet fará ao finald e cada bloco. Tudo ao vivo.

Além disso todo o evento será transmitido também pela internet no site da MTV. É esse inclusive o tema da segunda notícia: a Warner Channel começou a exibir uma série exclusiva para a internet. "Sorority Forever" é uma série que não rodará na TV, apenas no site da Warner Channel. Nesse caso não se trata da televisão adaptando sua linguagem, mas de uma verdadeira busca pela sobrevivência do veículo.

E quem disse que a televisão vai morrer?