Páginas

[updated] A logística de entrega pode falhar

Para a imagem de uma marca, o sistema de entrega é algo valioso. Pontualidade e confiança são essenciais. Hoje vivi uma situação em que isso ficou muito claro.

Já faz algum tempo que tenho utilizado o serviço de revelação de fotos oferecido pela Fnac em parceria com a Digipix. O serviço é bom e a entrega é rápida (realizada pela Total).

Essa semana precisei realizar a revelação digital de duas fotos minhas, para anexar em um documento. Como tinha prazo, resolvi solicitar o serviço via web, a partir do portal da Fnac, pois assim agilizaria o processo.

Também nesta semana nasceu um lindo bebê e seus pais resolveram revelar algumas das fotos que foram registradas com uma máquina digital.

Pois bem, você já entendeu: hoje recebi o envelope pelo correio. Quando abri, a surpresa: duas fotos de um casal e seu lindo bebê, exatamente no momento pós parto. Pois bem, e as minhas fotos? Aonde foram parar?

Não sei quem errou. A Fnac, a Digipix ou a Total. Não importa. Erros de logística acontecem, não há como evitá-los. Não culpo as empresas, compreendo que isso pode acontecer eventualmente. Também não deixarei de fazer revelações digitais na Fnac/Digipix.

De qualquer forma, achei que seria interessante publicar esse post para alertar o leitor, sobre o valor de um sistema de logística de entrega bem organizado. Inclusive para produtos como fotografias. Fico aqui pensando, no caso de fotos comprometedoras ou reveladoras. E se elas são entregues em mãos erradas?

Agora preciso correr atrás. Pois vou perder o prazo para entregar minhas fotos, e ainda nem sei bem como reclamar o erro. No envelope que recebi, não consta nenhum número de telefone. Nem da Fnac, nem da Digipix ou da Total. Lá vou eu entrar no site e deixar um email...



[updated 18/08/2010] No mesmo dia que recebi as fotos erradas, entrei em contato (por telefone) com a Fnac e eles disseram que alguém retornaria na segunda-feira com a solução. Isso não aconteceu.

Porém na mesma segunda-feira esse post foi divulgado pelo Twitter e durante o decorrer do dia, fui procurado pelos perfis @fnac_br e @digipix. Ambos foram prestativos na busca pela solução.

No dia seguinte um motoboy entregou em casa as fotos corretas. Fiquei, mais uma vez, com a impressão que na era das redes sociais, o atendimento via twitter/facebook é infinitamente mais eficiente do que os "jurássicos" call centers telefônicos. 

[updated 19/08/2010] Hoje curiosamente descobri que a falha maior talvez seja a falta de comunicação entre as próprias parceiras Fnac e DigiPix. Vou explicar:
No dia 16/08 recebi o seguinte email:
-------------------------
Boa Noite!
Eric,
Conforme contato neste momento, por favor, informar o número do seu pedido para que possamos certificar o ocorrido.
O pedido entregue erroneamente será coletado amanhã.
Peço desculpas pelo transtorno e estarei à disposição,
Att,
Ediraldo Monteiro
Atendimento Digipix
-------------------------


Hoje, depois de tudo resolvido. Recebi esse e-mail da Fnac:
-------------------------
Prezado Sr. Eric.
Pedimos gentilmente que realize a devolução do material vamos efetuar a coleta em seu endereço de entrega.
Estamos à disposição e pedimos desculpas pelo atraso.
Atenciosamente,
Edleuza Silva | Fnac Brasil
-------------------------

Enfim, e agora? Como devolver outra vez o mesmo material?!?
Mais uma vez, ficou evidente a falta de comunicação e o péssimo atendimento oferecido, nesse caso, pela Fnac.
Pelo visto, nesse história toda, só se salvam os responsáveis pelas presenças digitais de ambas as empresas, pois o pronto atendimento oferecido via twitter pelo @fnac_br e @digipix, impressionaram.

Identificar influenciadores da rede não é tarefa fácil


Essa é uma discussão que deveria ser levada adiante. Notei que entre os profissionais de mídias sociais esse tema é recorrente; mas o mercado de comunicação como um todo ainda não se deu conta.

Não basta observar o número de "followers" no Twitter para identificar reais influenciadores do meio. Aliás, a "promiscuidade" social estimulada pela "era das redes de relacionamento", fez surgir uma geração de jovens que "adicionam" e passam "seguir" outras pessoas sem critérios muito rígidos. Por conta disso, é cada vez mais comum ver adolescentes já com milhares de seguidores no Twitter. E aí?

É importante compreender que não é fácil identificar os influenciadores de um determinado grupo. Não basta encontrar dentro deste grupo aqueles que possuem mais seguidores, pois afinal, não se sabe se são seguidores efetivamente ativos e diretamente influenciados pelo perfil em análise.

Além disso, é preciso considerar que muitos personagens do Twitter possuem uma porcentagem de seguidores que poderíamos até chamar de "perseguidores". São os novos "stalkers" das redes sociais. Pessoas que acompanham o perfil apenas para vigiar e observar as atividades daquele perfil.

Outro dia a Nathália Gabriel republicou uma frase que lancei no Twitter: "Followers vc pode falsificar. Ser adicionado em lists de pessoas relevantes não tem script pra isso ainda".

Acredito que o recurso das "lists"(que aparece ao lado do número de "followers" do perfil no Twitter) é um instrumento valioso para identificar a relevância de um determinado perfil. É ali que se consegue observar também as áreas/temas de atuação/influência daquela pessoa.

Recentemente fiz um post em que usei o perfil do Willian Bonner para exemplificar algumas táticas que podem ser utilizadas para medir o grau de repercussão gerada por uma informação publicada no Twitter pelo @realwbonner.

Nesse post ainda cito a ferramenta Twitalyser (www.twitalyzer.com), muito útil para avaliar o potencial de influência de um perfil no Twitter. Outra ferramenta interessante é o Topsy (www.topsy.com).

O importante é ficar claro que identificar influenciadores da rede não é tarefa fácil. Não basta utilizar essas ferramentas online. É preciso um trabalho minucioso de estudo e análise individual dos perfis no Twitter. Trabalho esse que demanda muito tempo e conhecimento. As empresas anunciantes deveriam valorizar mais o trabalho das agências quando o assunto são as redes sociais.