Mecânica da ação da #Espalhe para o jornal #MeiaHoraSP
O "Almoço Meia Hora" foi uma das ações de ativação que faziam parte da campanha de lançamento do jornal carioca Meia Hora aqui em São Paulo.
A referência a São Paulo ficou por conta dos pratos típicos de cada dia da semana: virado à paulista (segunda), dobradinha ou bife a rolê (terça), feijoada (quarta), macarrão (quinta) e peixe (sexta).
A referência ao jornal acontecia nas tampas das embalagens de alumínio (marmitex) que simulavam a capa do jornal e traziam manchetes extravagantes e apelativas, fazendo ironia à linguagem do próprio jornal.
Por se tratar de um jornal para a classe popular, essa era uma ação indireta, que buscava gerar buzz e atingir o público secundário que poderia colaborar com a propagação da chegada do jornal na cidade.
Clique aqui para ver as fotos de todas as refeições enviadas ao longo da semana.
Outras ações desenvolvidas pela Espalhe buscavam atingir diretamente o público consumidor, como por exemplo, displays com as capas falsas do jornal que foram aplicados em bares e lanchonetres da cidade.
No blog da agência Espalhe, há também mais informações sobre a ação.
Perfil da marca Sergio K ilustra o valor de um profissional de Mídias Sociais
Ainda estamos aprendendo como as empresas podem gerar negócios nas redes sociais. Os últimos anos deixaram claro que há dois caminhos claros: o primeiro é usar o ambiente das redes como um espaço de mídia para ações de comunicação (marketing/publicidade); e a outra forma é aproveitar o espaço para gerar relacionamento com os diversos públicos da empresa (relações públicas 2.0).
Não é uma escolha. É preciso saber trilhar os dois caminhos, seja no Twitter, no Facebook ou no Blog da empresa. E para tal é necessário know-how. Expertise em áreas que hoje ainda são emergentes. Por isso a necessidade de um profissional especializado em "social media".
Ontem a marca de moda masculina Sergio K gerou bastante discussão sobre esse tema. A marca já mantinha um perfil no Twitter (@sergiokoficial) desde agosto de 2009.
Sabiamente, Sergio K optou por utilizar o perfil virtual como um espaço informal, em que se faz uso de uma linguagem coloquial. Um espaço descontraído de relacionamento, em que algumas vezes se faz alguma divulgação, e outros momentos participa de conversas com os demais usuários da rede.
No caso do perfil @sergiokoficial, é até difícil identificar se é administrado pela equipe da empresa, ou se é um espaço de comunicação do próprio estilista. Em geral as atualizações são feitas pela própria web, mas outras vezes os tweets são publicados por um BlackBerry.
Até aqui, nada de errado. A informalidade é algo essencial nesse ambiente. E a proximidade que pode gerar com o estilista é um fator que pode estimular o público consumidor. A grande questão que esses novos ambientes digitais estão colocando à tona são os novos limites da informalidade e dessa proximidade/intimidade com o público. Ontem, Sergio K errou.
Por volta das 20h da segunda (26/07), o perfil @sergiokoficial publicou o seguinte:
A piada não foi criada por ele. Não é original. Porém aparentemente feriu o limite ético dos usuários. Vale ressaltar que recentemente o estilista assinou uma linha exclusiva para a marca popular C&A. A questão em si não é necessariamente o preconceito da piada, mas a desaprovação dos próprios seguidores da marca. Na mesma noite alguns usuários reclamaram, e a resposta foi:
Mas a repercussão maior aconteceu mesmo no decorrer do dia seguinte. O assunto gerou mais de 230 tweets, envolvendo inclusive alguns perfis como o @katylene que possui 20 vezes mais seguidores que o @sergiokoficial. Abaixo um exemplo dos tweets publicados pelos usuários:
A repercussão incentivou o estilista a anunciar a demissão de um estagiário, ainda na própria terça:
Não é difícil imaginar que os tweets acima foram suficientes para gerar ainda mais debate entre os usuários. Alguns ironizando o erro gramatical, outros a real culpa do "estagíário". E claro, alguns desses tweets já foram apagados do perfil oficial. Particularmente acredito que estas não são as questões principais desse episódio. Prefiro enfatizar os seguintes tópicos:
- Antes de mais nada, é importante dar o crédito para o trabalho que Sergio K vinha desenvolvendo no Twitter até então. Empresas em geral não sabem adotar um perfil informal para gerar proximidade com o público. Sergio K acertou quando optou por usar o espaço como um lugar para expor sua própria personalidade, ao invés de apenas fazer "propaganda" da sua marca. O que falta é apenas uma consultoria/orientação de um profissional de social media para adequar sua presença digital.
- Ao invés de debater o fato com seus seguidores e por fim, culpar o estagiário, a marca poderia adotar uma atitude mais humilde. Assumir o erro e encerrar o assunto. Aprender com isso, qual o limite de intimidade que seus seguidores consideram adequado.
- A quem possa pensar que o fato gerou uma grave crise de imagem para a marca Sergio K, confesso que não concordo. A repercussão foi grande, mas pontual e fechada ao ambiente digital. Por enquanto nenhum veículo impresso fez disso pauta para uma notícia. O número de pessoas envolvidas pode ser grande, mas logo será passado. Uma crise maior acontece quando o tema persiste por vários dias.
- É preciso observar ainda que o perfil @sergiokoficial ganhou mais de 240 seguidores durante a repercussão (antes eram 1690 seguidores e depois subiu para 1934). Ou seja, mesmo situações negativas podem estimular o crescimento do número de seguidores, mas claro, a marca perde o foco no perfil de seus seguidores, pois sem dúvida grande parte desses novos seguidores não são consumidores, nem mesmo grandes fãs da marca.
- Por fim, fica a dica: representar a marca nas redes sociais não é algo que se delega a qualquer um. É preciso um profisisonal especializado em social media dentro da empresa.
Como identificar influenciadores da rede (uma experiência com @realwbonner)
Esse post nasceu a partir de conversas com alguns amigos, profissionais de “social media” e também da experiência que fiz para identificar a velocidade de propagação do perfil @realwbonner no Twitter.
Na madrugada desta quarta-feira, o jornalista Willian Bonner (Rede Globo) fez algumas experiências informais no Twitter. Eu aproveitei para acompanhar.
A intenção provável dele era observar a relação de interatividade com seu público. No meu caso, resolvi medir a velocidade de resposta e distribuição de uma informação através do Twitter, considerando a influência/relevância do autor.
Essa é uma informação valiosa para quem trabalha com mídias sociais. O valor de um bom profissional dessa área está em sua expertise para identificar influenciadores das redes com bom índice de resposta.
A experiência:
Por volta da 1h00, Willian Bonner publicou uma foto que na verdade era apenas uma imagem preta (uma brincadeira dele com relação ao contexto em que ele se encontrava naquele momento).
Um pouco mais de 1 minuto após a publicação da foto, o resultado acumulado já era de 1.796 visualizações. Isso representa 0,28% dos 639.451 seguidores dele.
Pouco antes de completar 3 minutos de publicação, já eram 3.173 visualizações, representando quase 0,5% do total de seguidores. E 14 horas depois eram 22.305 visualizações, ou seja, 3,49% dos seguidores.
Esse é um dado interessante para avaliar a influência do Willian Bonner dentro da rede. É claro, precisa-se levar em consideração diversos fatores. Dentre eles, o horário em que a foto foi publicada. Caso a experiência fosse realizada durante o dia, sem dúvida a propagação da informação seria ainda mais veloz.
De qualquer maneira, em números de visualizações (22.305) é definitivamente algo impressionante, apesar de representar apenas uma pequena porcentagem do total de seguidores.
Influência/relevância de um perfil:
Hoje sabe-se que é preciso fazer várias considerações para identificar um verdadeiro influenciador da rede.
Numa situação em que você pretende identificar quem são os perfis no twitter que podem atuar como hipercondutores na distribuição de uma mensagem, costuma-se fazer as seguintes observações:
Followers: Esse era antigamente o único índice utilizado para identificar influenciadores da rede. Quem tinha muitos seguidores era considerado um bom influenciador (hipercondutor). Hoje algumas perguntas são realizadas:
- Como aqueles seguidores foram conquistados? Afinal, há muita gente que utiliza artimanhas para conquistar novos seguidores e ampliar sua rede, porém são seguidores sem qualquer contexto com o perfil e por conta disso seu índice de retorno/resposta sempre será muito baixo.
- O perfil possui uma relação direta com o público que você pretende atingir? É preciso considerar a relevância do perfil com relação ao público-alvo que você pretende atingir. Veja um exemplo: um perfil como do Willian Bonner possui um número alto de seguidores por conseqüência direta da sua atividade profissional estar ligada diretamente a um veículo de massa (televisão). Tudo o que ele escreve em seu perfil será visto por muitas pessoas, mas talvez apenas uma pequena parte faça parte do público que você realmente precisa atingir.
Por outro lado, o perfil de um usuário comum, provavelmente terá um número de seguidores bem menor que o Willian Bonner, mas sem dúvida, se o responsável pelo perfil é declaradamente aficionado pelo mesmo tema do seu interesse, o índice de resposta será maior, visto a relevância com o tema.
Conclusão: nem sempre aquele que possui um alto número de seguidores é um hipercondutor eficiente para a mensagem que você pretende propagar.
Lists: Observar em quais listas a pessoa foi adicionada pode ajudar a detectar como essa pessoa é vista pelos seus seguidores e em quais temas/assuntos ela está diretamente associada. E assim tentar encontrar perfis no Twitter mais adequados/próximos da mensagem que você deseja espalhar.
Índice de retorno: esse é um dado mais complicado de se obter, mas que em geral tenta avaliar quantas pessoas são impactadas, mais ou menos da forma como exemplifiquei com a foto que o Willian Bonner publicou durante a madrugada.
Para concluir:
Vale acrescentar que existem algumas ferramentas gratuitas muito interessantes para avaliar o índice de influência/relevância de um perfil do Twitter.
Uma delas é o Twitalyser (www.twitalyzer.com). Esse serviço promete avaliar qualquer perfil do Twitter e apresentar como resultado diversos índices que podem ser utilizados para uma comparação minuciosa com outros perfis.
Veja abaixo os resultados da análise do perfil do @realwbonner:
Compare com o resultado do perfil @twittess:
Observe que o índice de impacto de @realwbonner é maior ao de @twittess. Uma das razões é que seu número de seguidores é bem superior. Por outro lado, o índice de influência não possui essa interdependência com o número de seguidores e mais uma vez, o perfil @realwbonner possui um resultado melhor.
Essa análise nos permite concluir que a velocidade e abrangência de distribuição de uma mensagem será maior se publicada pelo @realwbonner.
Porém, deixo o recado final: nunca se esqueça que é muito importante também considerar sempre o contexto e a relação entre: assunto X perfil do emissor X perfil dos seguidores.
Na madrugada desta quarta-feira, o jornalista Willian Bonner (Rede Globo) fez algumas experiências informais no Twitter. Eu aproveitei para acompanhar.
A intenção provável dele era observar a relação de interatividade com seu público. No meu caso, resolvi medir a velocidade de resposta e distribuição de uma informação através do Twitter, considerando a influência/relevância do autor.
Essa é uma informação valiosa para quem trabalha com mídias sociais. O valor de um bom profissional dessa área está em sua expertise para identificar influenciadores das redes com bom índice de resposta.
A experiência:
Por volta da 1h00, Willian Bonner publicou uma foto que na verdade era apenas uma imagem preta (uma brincadeira dele com relação ao contexto em que ele se encontrava naquele momento).
Um pouco mais de 1 minuto após a publicação da foto, o resultado acumulado já era de 1.796 visualizações. Isso representa 0,28% dos 639.451 seguidores dele.
Pouco antes de completar 3 minutos de publicação, já eram 3.173 visualizações, representando quase 0,5% do total de seguidores. E 14 horas depois eram 22.305 visualizações, ou seja, 3,49% dos seguidores.
Esse é um dado interessante para avaliar a influência do Willian Bonner dentro da rede. É claro, precisa-se levar em consideração diversos fatores. Dentre eles, o horário em que a foto foi publicada. Caso a experiência fosse realizada durante o dia, sem dúvida a propagação da informação seria ainda mais veloz.
De qualquer maneira, em números de visualizações (22.305) é definitivamente algo impressionante, apesar de representar apenas uma pequena porcentagem do total de seguidores.
Influência/relevância de um perfil:
Hoje sabe-se que é preciso fazer várias considerações para identificar um verdadeiro influenciador da rede.
Numa situação em que você pretende identificar quem são os perfis no twitter que podem atuar como hipercondutores na distribuição de uma mensagem, costuma-se fazer as seguintes observações:
Followers: Esse era antigamente o único índice utilizado para identificar influenciadores da rede. Quem tinha muitos seguidores era considerado um bom influenciador (hipercondutor). Hoje algumas perguntas são realizadas:
- Como aqueles seguidores foram conquistados? Afinal, há muita gente que utiliza artimanhas para conquistar novos seguidores e ampliar sua rede, porém são seguidores sem qualquer contexto com o perfil e por conta disso seu índice de retorno/resposta sempre será muito baixo.
- O perfil possui uma relação direta com o público que você pretende atingir? É preciso considerar a relevância do perfil com relação ao público-alvo que você pretende atingir. Veja um exemplo: um perfil como do Willian Bonner possui um número alto de seguidores por conseqüência direta da sua atividade profissional estar ligada diretamente a um veículo de massa (televisão). Tudo o que ele escreve em seu perfil será visto por muitas pessoas, mas talvez apenas uma pequena parte faça parte do público que você realmente precisa atingir.
Por outro lado, o perfil de um usuário comum, provavelmente terá um número de seguidores bem menor que o Willian Bonner, mas sem dúvida, se o responsável pelo perfil é declaradamente aficionado pelo mesmo tema do seu interesse, o índice de resposta será maior, visto a relevância com o tema.
Conclusão: nem sempre aquele que possui um alto número de seguidores é um hipercondutor eficiente para a mensagem que você pretende propagar.
Lists: Observar em quais listas a pessoa foi adicionada pode ajudar a detectar como essa pessoa é vista pelos seus seguidores e em quais temas/assuntos ela está diretamente associada. E assim tentar encontrar perfis no Twitter mais adequados/próximos da mensagem que você deseja espalhar.
Índice de retorno: esse é um dado mais complicado de se obter, mas que em geral tenta avaliar quantas pessoas são impactadas, mais ou menos da forma como exemplifiquei com a foto que o Willian Bonner publicou durante a madrugada.
Para concluir:
Vale acrescentar que existem algumas ferramentas gratuitas muito interessantes para avaliar o índice de influência/relevância de um perfil do Twitter.
Uma delas é o Twitalyser (www.twitalyzer.com). Esse serviço promete avaliar qualquer perfil do Twitter e apresentar como resultado diversos índices que podem ser utilizados para uma comparação minuciosa com outros perfis.
Veja abaixo os resultados da análise do perfil do @realwbonner:
Compare com o resultado do perfil @twittess:
Observe que o índice de impacto de @realwbonner é maior ao de @twittess. Uma das razões é que seu número de seguidores é bem superior. Por outro lado, o índice de influência não possui essa interdependência com o número de seguidores e mais uma vez, o perfil @realwbonner possui um resultado melhor.
Essa análise nos permite concluir que a velocidade e abrangência de distribuição de uma mensagem será maior se publicada pelo @realwbonner.
Porém, deixo o recado final: nunca se esqueça que é muito importante também considerar sempre o contexto e a relação entre: assunto X perfil do emissor X perfil dos seguidores.
Branded Content: agora é a vez dos videoclipes
Eu pretendia escrever um post comentando o que parece ser a nova moda: utilizar clipes musicais em estratégias de branding. Algo parecido com o que é feito no cinema (ex: FedEx e Wilson em "O Náufrago").
Mas o jornal Estadão foi mais rápido e no último sábado publicou um artigo que originalmente saiu no "The New York Times". Resolvi re-publicar aqui no blog, pois resume muito bem essa nova tendência.
Além de ser um novo espaço para comunicação das marcas, pode também funcionar como uma fonte de renda importante para a indústria da música, que desde a invenção do MP3 e da distribuição digital, procura um novo modelo de negócios.
--------
Publicidade vai para dentro dos videoclipes
Tanto no caso do celular da Virgin Mobile quanto do molho Miracle Whip, Lady Gaga faz uma propaganda explícita. No vídeo do seu novo single Telephone, ela exibe o celular e um punhado de outras marcas - oferecendo um dos mais claros exemplos de inserção de propaganda de produtos em vídeos de música.
Embora tenha levado a propaganda ao extremo, Lady Gaga não é a única, no campo da música, a inserir propaganda de uma marca nos seus vídeos. Pelo menos duas tendências contribuíram para o aumento da popularidade dessas inserções: a mudança dos vídeos da TV para a internet e a tentativa dos selos de transformar os vídeos em fonte de receita, e não apenas em um instrumento para vender CDs.
De acordo com estudo divulgado pela empresa de pesquisa PQ Media, o dinheiro gasto na inserção de publicidade de produtos em clipes musicais cresceu 8% em 2009 em comparação com o ano anterior, enquanto a propaganda paga de produtos no geral caiu 2,8%, para US$ 3,6 bilhões.
O dinheiro, com frequência, é usado para pagar os custos do vídeo, que em geral são divididos entre o artista e a gravadora. Patrick Quinn, diretor executivo da PQ Media, diz que a receita derivada desse tipo de propaganda totalizou entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões em 2009, mais do que o dobro do contabilizado em 2000, e ele acha que vai crescer ainda mais este ano.
Canal. Rio Caraeff, diretor executivo da rede de vídeos de música Vevo, aberta no ano passado em parceria com o YouTube, diz que o objetivo da empresa é possibilitar a inserção de publicidade de produtos em vídeos. Ela serve como "um canal entre as grandes gravadoras e as empresas de marketing", disse ele em uma mensagem por e-mail.
O vídeo de Lady Gaga, que já teve 62 milhões de exibições no YouTube, traz propaganda de produtos de Miracle Whip e da Virgin Mobile. Segundo Caraeff, a empresa de telefonia tem "um forte relacionamento" com a Vevo, que pertence em parte à Universal Music, matriz do selo da cantora pop.
O diretor da Vevo diz que a propaganda deixou claro "como são complementares nossos relacionamentos com marcas e empresas de música e como podemos reuni-las, em parcerias de sucesso no futuro". Uma versão do vídeo na MTV, no entanto, deixa embaçada a marca Virgin Mobile, mas não a Miracle Whipp, que tem menos destaque.
Segundo Jonathan Feldman, vice-presidente da área de parcerias de marcas na Atlantic Records, hoje o selo valoriza mais os vídeos do que há cinco ou dez anos. "Antes, o vídeo servia apenas para mostrar criatividade e conteúdo, era promocional. Hoje, consideramos o vídeo uma parte integrante do todo e uma maneira de gerar receita", disse.
"Parte do argumento para convencer os anunciantes é que, ao contrário de muitas outras oportunidades de propaganda em torno dos vídeos de música, como um anúncio de 15 segundos antes da música comprado para uma duração específica, ou pelo número de vezes em que é exibida, o produto inserido num vídeo está sempre lá. Não vai desaparecer", explicou.
O vídeo da Atlantic de Billionaire, música de sucesso de Travie McCoy interpretada por Bruno Mars, inclui uma propaganda paga de um Mini Cooper.
Os dois artistas estão viajando com o carro, e Bruno Mars cede o veículo para um homem querendo andar nele. O vídeo foi visto mais de 9 milhões de vezes por usuários do YouTube.
(link do artigo original)
Mas o jornal Estadão foi mais rápido e no último sábado publicou um artigo que originalmente saiu no "The New York Times". Resolvi re-publicar aqui no blog, pois resume muito bem essa nova tendência.
Além de ser um novo espaço para comunicação das marcas, pode também funcionar como uma fonte de renda importante para a indústria da música, que desde a invenção do MP3 e da distribuição digital, procura um novo modelo de negócios.
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Publicidade vai para dentro dos videoclipes
Tanto no caso do celular da Virgin Mobile quanto do molho Miracle Whip, Lady Gaga faz uma propaganda explícita. No vídeo do seu novo single Telephone, ela exibe o celular e um punhado de outras marcas - oferecendo um dos mais claros exemplos de inserção de propaganda de produtos em vídeos de música.
Embora tenha levado a propaganda ao extremo, Lady Gaga não é a única, no campo da música, a inserir propaganda de uma marca nos seus vídeos. Pelo menos duas tendências contribuíram para o aumento da popularidade dessas inserções: a mudança dos vídeos da TV para a internet e a tentativa dos selos de transformar os vídeos em fonte de receita, e não apenas em um instrumento para vender CDs.
De acordo com estudo divulgado pela empresa de pesquisa PQ Media, o dinheiro gasto na inserção de publicidade de produtos em clipes musicais cresceu 8% em 2009 em comparação com o ano anterior, enquanto a propaganda paga de produtos no geral caiu 2,8%, para US$ 3,6 bilhões.
O dinheiro, com frequência, é usado para pagar os custos do vídeo, que em geral são divididos entre o artista e a gravadora. Patrick Quinn, diretor executivo da PQ Media, diz que a receita derivada desse tipo de propaganda totalizou entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões em 2009, mais do que o dobro do contabilizado em 2000, e ele acha que vai crescer ainda mais este ano.
Canal. Rio Caraeff, diretor executivo da rede de vídeos de música Vevo, aberta no ano passado em parceria com o YouTube, diz que o objetivo da empresa é possibilitar a inserção de publicidade de produtos em vídeos. Ela serve como "um canal entre as grandes gravadoras e as empresas de marketing", disse ele em uma mensagem por e-mail.
O vídeo de Lady Gaga, que já teve 62 milhões de exibições no YouTube, traz propaganda de produtos de Miracle Whip e da Virgin Mobile. Segundo Caraeff, a empresa de telefonia tem "um forte relacionamento" com a Vevo, que pertence em parte à Universal Music, matriz do selo da cantora pop.
O diretor da Vevo diz que a propaganda deixou claro "como são complementares nossos relacionamentos com marcas e empresas de música e como podemos reuni-las, em parcerias de sucesso no futuro". Uma versão do vídeo na MTV, no entanto, deixa embaçada a marca Virgin Mobile, mas não a Miracle Whipp, que tem menos destaque.
Segundo Jonathan Feldman, vice-presidente da área de parcerias de marcas na Atlantic Records, hoje o selo valoriza mais os vídeos do que há cinco ou dez anos. "Antes, o vídeo servia apenas para mostrar criatividade e conteúdo, era promocional. Hoje, consideramos o vídeo uma parte integrante do todo e uma maneira de gerar receita", disse.
"Parte do argumento para convencer os anunciantes é que, ao contrário de muitas outras oportunidades de propaganda em torno dos vídeos de música, como um anúncio de 15 segundos antes da música comprado para uma duração específica, ou pelo número de vezes em que é exibida, o produto inserido num vídeo está sempre lá. Não vai desaparecer", explicou.
O vídeo da Atlantic de Billionaire, música de sucesso de Travie McCoy interpretada por Bruno Mars, inclui uma propaganda paga de um Mini Cooper.
Os dois artistas estão viajando com o carro, e Bruno Mars cede o veículo para um homem querendo andar nele. O vídeo foi visto mais de 9 milhões de vezes por usuários do YouTube.
(link do artigo original)
Itaú ensina como usar Realidade Aumentada
Realidade Aumentada é um formato que ganhou o gosto dos anunciantes. Vez ou outra aparece um anúncio na revista Veja com o código de Realidade Aumentada. E lá vai você pra frente do computador, matar a curiosidade.
Esse post não é para falar o que é RA, mas destacar um fato interessante: toda nova tecnologia passa por uma fase inicial de adaptação, quando a sociedade ainda está "aprendendo" a lidar com ela.
E a RA ainda está vivendo esse momento. Tanto que o Itaú se deu ao trabalho de fazer um filme para a TV "ensinando" seu público a usar o código que aparece nos anúncios impressos.
Aparentemente um tanto sem lógica, afinal, por que não fazer um filme publicitário que fala de vez sobre o banco, ao invés de fazer um anúncio impresso, que depois depende de um anúncio na TV para explicá-lo.
Sim, é mesmo um pouco "nonsense". Mas por outro lado, note que assim o Itaú agrega valor para sua marca, pois mostra ser um banco que está sempre inovando, sempre à frente.
Esse post não é para falar o que é RA, mas destacar um fato interessante: toda nova tecnologia passa por uma fase inicial de adaptação, quando a sociedade ainda está "aprendendo" a lidar com ela.
E a RA ainda está vivendo esse momento. Tanto que o Itaú se deu ao trabalho de fazer um filme para a TV "ensinando" seu público a usar o código que aparece nos anúncios impressos.
Aparentemente um tanto sem lógica, afinal, por que não fazer um filme publicitário que fala de vez sobre o banco, ao invés de fazer um anúncio impresso, que depois depende de um anúncio na TV para explicá-lo.
Sim, é mesmo um pouco "nonsense". Mas por outro lado, note que assim o Itaú agrega valor para sua marca, pois mostra ser um banco que está sempre inovando, sempre à frente.
[drops] Agência Africa anuncia que é a autora do logo oficial da Copa de 2014
A equipe chefiada por Sérgio Gordilho trabalhou em segredo durante todo o processo.
Enquanto a FIFA realizava a festa de lançamento do emblema oficial da Copa do Mundo de 2014, a agência convidou jornalistas e autores de blogs para um almoço na sede em São Paulo.
Somente após o anúncio oficial da FIFA, acompanhado pela televisão, é que Marcio Santoro (Presidente e Dir. Executivo da Africa) revelou a razão do convite para o almoço: a autoria do emblema oficial da Copa do Mundo de 2014 era da agência Africa.
[UPDATED 09/07/2010] Na sexta-feira o jornal Estadão publicou uma nota com mais informações sobre o processo de seleção do emblema:
"O processo de seleção da logomarca do Mundial de 2014 reuniu 25 agências de publicidade brasileiras. A vencedora foi a África, escolhida por um comitê de notáveis, formado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o designer Hans Donner, a modelo Gisele Bündchen, o escritor Paulo Coelho e a cantora Ivete Sangalo, além do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e do secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke.
A Fifa registrou a imagem há um mês em um cartório de patentes na Suíça. Apenas a entidade e o COL estão autorizados a negociar os direitos sobre a logomarca. Os responsáveis pela organização do Mundial de 2014 dizem que o logo do Brasil será o mais valorizado da história. Espera-se arrecadar US$ 1,6 bilhão (R$ 2,8 bilhões) com ações de marketing e merchandising, contra R$ 2,3 bilhões registrados no Mundial da África do Sul." (link original)
Você no clipe do Zezé di Camargo & Luciano
Utilizar recursos que estimule o envolvimento e a interatividade são excelentes ferramentas para promover a propagação espontânea pelas redes. Até agora, o hotsite já acumulou mais de 233.900 fotos enviadas.
Cada foto gera um link próprio que o usuário pode distribuir entre seus amigos. Para acessar o hotsite e enviar a sua foto, entre em: http://zezedicamargoeluciano.uol.com.br/clipe/
Meu discurso de formatura: um conselho para quem está no início da carreira
Ontem aconteceu a colação de grau dos alunos de Publicidade e Propaganda que se formaram agora em julho/2010 na FAAP.
Com muita honra, aceitei o convite para ser o patrono da turma. Foi a primeira vez que isso aconteceu, já que tradicionalmente o patrono é um convidado do mercado que os alunos admiram.
Já que fui professor da turma, fiquei preocupado em aproveitar o momento para deixar um último conselho. Algo que ainda não havia sido dito em sala de aula.
Resolvi publicar abaixo, na íntegra, o meu breve discurso de ontem à noite, pois acredito que as palavras podem servir de reflexão não só para meus alunos, mas para todos que estão iniciando agora a carreira profissional:
------------------
Boa noite a todos e boa noite, aos meus, a partir de hoje, ex alunos.
Provavelmente hoje você está mais maduro. Provavelmente, hoje você se sente uma outra pessoa. Alguém menos ingênuo. Mais responsável.
Com muita honra, aceitei o convite para ser o patrono da turma. Foi a primeira vez que isso aconteceu, já que tradicionalmente o patrono é um convidado do mercado que os alunos admiram.
Já que fui professor da turma, fiquei preocupado em aproveitar o momento para deixar um último conselho. Algo que ainda não havia sido dito em sala de aula.
Resolvi publicar abaixo, na íntegra, o meu breve discurso de ontem à noite, pois acredito que as palavras podem servir de reflexão não só para meus alunos, mas para todos que estão iniciando agora a carreira profissional:
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Boa noite a todos e boa noite, aos meus, a partir de hoje, ex alunos.
Hoje é um dia especial , não só por marcar a conclusão da faculdade. Hoje é um dia especial pois marca o fim de uma etapa da vida.
Simbolicamente, hoje é o dia em que cada um de vocês inicia, definitivamente, a carreira profissional e conseqüentemente, a vida adulta.
Você pode até achar que não está preparado para assumir a responsabilidade de uma vida adulta. Mas feche os olhos, e tente se lembrar de como você era há 4 anos atrás. Tente se lembrar de como você era; e o que fazia logo quando entrou na faculdade.
Provavelmente hoje você está mais maduro. Provavelmente, hoje você se sente uma outra pessoa. Alguém menos ingênuo. Mais responsável.
Eu, e todos nós a sua volta, também conseguimos perceber essa diferença em você. Acredite. Você está pronto.
Fico feliz, e muito orgulhoso, em saber que tive alguma participação nesse processo. Digo isso, pois acredito que ser professor é ensinar muito mais do que a diferença entre RGB e CMYK; ou como usar o Twitter para divulgar uma marca.
Eu sei que cada aluno aprende com seu professor, muito mais do que apenas aquilo que pode ser verbalizado. Os mesmos valores que se aprende em casa com os pais, também se aprende na faculdade com os professores. Espero que cada um de vocês, tenham levado consigo, alguns valores que considero essenciais na vida: ética, comprometimento e humildade.
O mercado profissional, em geral é muito agressivo e muitas vezes tenta corromper seus valores. Na vida profissional ou pessoal, nunca se esqueça: seja sempre ético, comprometido e humilde.
Para finalizar, gostaria de dizer que faz mais ou menos 8 anos em que entrei pela primeira vez em uma sala de aula. E hoje é a primeira vez que sou homenageado “Patrono” de uma turma.
Há quatro anos atrás, tive que tomar uma decisão importante na vida. Tive que decidir se continuaria a dividir meu tempo entre meus alunos e os clientes da agência, ou se me tornaria um professor em tempo integral.
Há quatro anos atrás, resolvi deixar a agência e os clientes. E hoje, vocês que estão se formando, ajudaram a provar que eu não tomei a decisão errada.
Obrigado por esta homenagem.
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