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Afinal, Twitter pra quê?


"O que você está fazendo?" é apenas o ponto de partida do Twitter e dos demais serviços de microblogs que apareceram ao redor dele.

Responder essa pergunta é o que, em geral, faz o usuário que acaba de criar seu perfil. Porém como já foi muito discutido, esse pode ser o apelo que sustenta jovens adolescentes, mas não atrai o público adulto.

O que torna então o Twitter um serviço de comunicação revolucionário? Como ele pode ser aplicado no seu cotidiano?

- Contato com pares profissionais: Imagine ter em sua lista de contatos um grupo seleto de pessoas que atuam na mesma área que você. Presidentes, diretores ou mesmo estagiários, não importa; pois o que lhe interessa é que todos estão, a todo momento, enviando dicas, links e informações referentes à sua área de atuação, ou seja, informações do seu interesse! Que outro serviço de comunicação coloca você em contato com tantos profissionais diferentes? A chave de sucesso do Twitter é seguir as pessoas certas.

- Contato com pares de interesse: Você gosta de futebol? Fórmula 1? Ou quem sabe gosta de Desperate Housewives? House? Heroes? Britain's Got Talent? Não importa. Se montar uma rede contendo pessoas que possuem o mesmo interesse que você terá um lugar para trocar opiniões e inclusive, para assistir televisão de uma maneira diferente. É a TV interativa, com a ajuda do Twitter. Quer conferir? Experimente entrar no Twitter na hora do Fantástico, ou no horário do jogo das quartas-feiras.

- Relacionamento com o público: Todos aqueles que trabalham no ramo do entretenimento, esporte, jornalismo, etc; começaram a perceber que o Twitter é uma excelente ferramenta de interação com o público. Os fãs encontraram na rede de microblogs uma forma de estar perto do seu ídolo, seja um ator, músico, apresentador, jornalista, esportistas, etc. Solange Frazão (@SFsolangefrazao), Ana Hickmann (@ahickmann), Maria Rita (@mroficial), Luciano Huck (@huckluciano), Rubens Barrichello (@rubarrichello), Angélica (@angelicaksy) e Janaina Jacobina (@janainajacobina) são alguns dos que descobriram esta rede recentemente. Rosana Hermann (@rosana) e Marcelo Tas (@marcelotas) foram provavelmente os pioneiros desse formato de atuação no twitter.

- Relacionamento com o consumidor: Não só o apresentador possui seu perfil. O próprio programa de TV também pode montar seu perfil para interagir com a audiência. O canal americano CNN criou um perfil para cada um de seus programas e em algumas situações chega a mostrar na televisão os comentários que recebe pelo Twitter. No Brasil, já tivemos muitas ações de comunicação no Twitter envolvendo diversas marcas. LG foi uma das marcas pioneiras. Aqui neste blog procurei registrar algumas destas ações envolvendo o twitter. Foram essas ações que ajudaram a estabelecer o termo "mídias sociais" na publicidade.

Há provavelmente ainda diversas outras formas de aplicação no seu cotidiano pessoal ou profissional. Assim com o e-mail ou o MSN, o Twitter tornou-se mais um modelo de comunicação da sociedade digital.

Mashup: versão comentada do livro Onipresente

"Onipresente" é o novo livro de Ricardo Cavallini, mas isso você já sabe; inclusive já comentei num outro post.

Este post é para avisar que agora está disponível uma nova versão com a minha participação.

O autor convidou algumas pessoas para participar de um projeto de mashup: era permitido interferir, modificar e redistribuir o conteúdo do livro. Nada mais coerente, para um livro que discute os novos rumos da comunicação e apresenta as mudanças sofridas pela publicidade.

Tiago Dória participou do mashup. Fez um prefácio e a versão alterada está lá para download. Ao invés de incluir mais textos ou imagens, resolvi oferecer minhas próprias anotações.

Antigamente os livros eram mais caros do que atualmente. Por conta disso, era comum utilizar livros emprestados. Na universidade era comum pedir emprestado o livro do professor, pois além do texto, haveriam os grifos e anotações daquele professor.

Para fazer referência a essa época - e quem sabe inaugurar uma "edição vintage" - fiz a proposta de lançar uma "versão comentada"; em que foram aplicadas nas páginas do livro, meus grifos e anotações feitas durante a leitura.

A quem possa interessar, está lá no site, disponível para download gratuito. É só baixar e conferir (http://www.onipresentelivro.com.br/ericmessa).

Como jogar fora todo investimento em imagem de marca

Não é apenas uma forte campanha de comunicação que agrega valor à marca de uma empresa. Parece que alguns não sabem que o atendimento ao consumidor também interfere na imagem.

Algumas semanas atrás parei de receber um dos jornais que assino. Sem tempo para gastar ao telefone, resolvi fazer uso do serviço de atendimento ao assinante pela web. Entrei no site e registrei minha reclamação.

No dia seguinte recebi um retorno por e-mail. Considerei boa a agilidade para responder, mas vejam a "qualidade" da resposta que recebi:

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From: VANESSA SILVA


Bom dia

Srº.ERIC

por favor manda os dados,

da assinatura

grata

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Mandei uma nova mensagem, com todos os meus dados, e então recebi outra resposta:

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From: VANESSA SILVA

Ola

Srº Eric

infelismente o cep estava errado apartir

de segunda ja vai estar normal gostaria de saber se posso prorrogar no final

vigência ou prefere receber os atrasado ok
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Pergunto: como uma empresa do ramo da comunicação oferece um atendimento ao consumidor dessa qualidade?

O serviço foi prestado, mas é possível manter uma comunicação entre empresa e consumidor dessa forma? Repleto de erros de ortografia e digitação?

A culpa é da atendente? Claro que não. Faltou treinamento ou até mesmo uma melhor seleção dos funcionários. De qualquer maneira não devemos culpar a pessoa, mas sim a empresa!

Quantos assinantes não são atendidos diariamente dessa forma? O que um serviço como esse pode causar na imagem da empresa?

Quer saber o pior? Aguardei a segunda-feira, como indicado pela atendente e... nada. Continuei sem receber o jornal.

Tive que fazer um novo contato, desta vez por telefone, para solucionar o meu problema. E ainda fiquei sem entender como havia um erro no CEP, se antes eu recebia o jornal normalmente? Provavelmente são eles quem estão com problemas no atendimento ao cliente e também na distribuição!

ESPN: banner no anúncio impresso

Este post é apenas para destacar a solução simples, prática e muito boa, criada para vender os formatos comerciais do site espn.com.br.

Trata-se de um anúncio impresso, criado pela Neogama/BBH, para o caderno especial sobre internet do jornal Meio & Mensagem.

Sony CyberShot: piada sem graça?

Costumo aproveitar este espaço para destacar as novidades, comentar os cases de sucesso e também citar os erros, para justamente evitarmos que se repitam.

Fui só eu que achei sem graça esse comercial da nova Sony CyberShot com "smile shutter"?

Os filmes anteriores que enfatizam o mesmo recurso eram bem melhores.

Desta vez a proposta era evidenciar um outro ponto relacionado ao mesmo recurso, mas foi realmente essa a melhor ilustração encontrada para demonstrar a utilidade do smile shutter em situações espontâneas?

A estratégia de divulgação do Programa de Trainee 2010 da Ambev


No final da noite desta segunda vi a notícia sobre um grande Programa de Trainee que a Ambev acabou de lançar.

A notícia dizia que para promover o hotsite do Programa de Trainee foi criado um aplicativo no Orkut. Trata-se de um jogo em que você começa como trainee e vai subindo de carreira conforme consegue sucesso na distribuição dos produtos da Ambev.

Logo que vi a notícia parei para refletir sobre a estratégia adotada para divulgar o hotsite. Até comentei no twitter: seria essa a melhor estratégia para divulgar um programa de trainee? É alí (no Orkut) que está o público que a Ambev pretende alcançar?

Sem dúvida, os futuros administradores, engenheiros, economistas e marketeiros de sucesso possuem perfil no Orkut; mas em época de Twitter, Facebook e tantos outros, quais as razões para apostar somente no Orkut?

Minhas questões foram respondidas pelo e-mail que recebi hoje e que transformou os próximos parágrafos deste post num publieditorial (quando o conteúdo do post é sugerido por uma agência para divulgar uma determinada campanha).

O e-mail da agência Riot explicou todas as outras iniciativas em mídias sociais que farão parte da campanha:

- hoje foi criado um perfil no LinkedIn que atuará como uma espécie de headhunter que fará contato com potenciais candidatos à vaga (dica: se você está iniciando sua carreira, corre e monta logo seu perifl no LinkedIn);

- durante essa semana, alguns blogs brasileiros muito acessados por jovens universitários e recém-formados também serão convidados a divulgar a campanha escrevendo posts (como esse caso);

- por fim, o Twitter também será utilizado para divulgar o link do hotsite (http://migre.me/3VWK), acompanhado da hashtag #TraineeAmbev

Vejam portanto que agora a estratégia de divulgação ganha um formato mais coerente: em mídias sociais, é necessário uma estratégia complexa, que procure atingir nichos específicos em várias redes diferentes. Neste caso foi utilizado o Orkut, LinkedIn, Twitter e os blogs.

Os blogs, Orkut e Twitter ficam com a responsabilidade de promover o hotsite, apoiados provavelmente por outras mídias offline que devem fazer parte do plano de mídia da campanha. E o LinkedIn fica com a função estratégica de filtrar e orientar os interessados. Claro, não havia lugar mais apropriado.

Aqui está um dos anúncios que será publicado na mídia impressa:


Se você é estudante de marketing e ficou interessado pela vaga, não deixe de aproveitar as dicas acima, afinal, você pode ser questionado a indicar como montar uma boa estratégia de mídias sociais!

Para fechar, vale informar que a Ambev está selecionando candidatos para as seguintes áreas: administração pública, administração de empresas, ciências contábeis, ciências da computação, ciências econômicas, engenharia , direito internacional, matemática, direito, relações internacionais, processamento de dados, análise de sistemas, sistema da informação, economia, estatística, física, marketing e química.

OBS: este post é um publieditorial: o tema, bem como parte do conteúdo, foi sugerido pela agência de publicidade que gerencia a campanha citada.

Na internet só tem lixo?


No livro “O Culto do Amador”(1), de Andrew Keen é evidente o uso que faz de uma linguagem provocativa, própria para gerar polêmica e com isso, ganhar toda a mídia espontânea que vêem obtendo desde o lançamento do livro nos EUA em 2007.
Com um tom apocalíptico, logo no início do livro o autor chega a dizer que os usuários da web 2.0 são tão criativos quanto os macacos e estão poluindo a internet(2).

Nesta época de entusiasmo pela internet, repleta de evangelistas da era da web 2.0, é bom ver um discurso apocalíptico, capaz de estimular uma reflexão apolítica.
De fato, a grande maioria do conteúdo publicado na internet é produto da cultura popular, sem qualquer referência ou credibilidade. Sob a bandeira da democratização, conteúdos impróprios e a pirataria invadem o espaço virtual. Para Keen, a consequência é “menos cultura, menos notícias confiáveis e um caos de informação útil”(3).

Não contesto a afirmação, mas escrevo esse post, pois acho importante fazer uma ressalva: “O Culto do Amador” esquece de considerar que não vivemos o fim, mas na verdade, o princípio da formação de um novo modelo de comunicação. Tudo o que vivenciamos hoje é ainda parte de um processo de construção de uma nova linguagem, e inclusive, uma nova cultura.

Keen também se esquece de ampliar seu olhar. A internet está repleta de conteúdo superficial. OK. Agora pergunto: e a televisão? Quanto já não foi discutido e teorizado sobre a falta de qualidade no conteúdo da televisão? Aliás, o já antigo discurso entre Apocalípticos e Integrados tocava nesse assunto. Isso muito tempo antes do surgimento dos meios digitais.

Se ainda sob a geração da TV, repleta de lixo televisionado, fomos capazes de formar nossos intelectuais, sem dúvida a geração digital também saberá identificar seus intelectuais em meio ao lixo virtual.

Também concordo que a blogosfera está cada vez mais ocupada por profissionais de comunicação – da publicidade e relações públicas - todos buscando divulgar a marca de seus clientes e acobertar comentários negativos registrados por consumidores. Pior ainda são os falsos registros, que na verdade, não passam de publicidade disfarçada.

Mas tudo isso é constantemente vigiado e denunciado por outros blogs que acabam criando a cultura da pesquisa e do olhar crítico. Quem estuda comunicação sabe que já não somos mais como o consumidor ingênuo de publicidade dos anos 60. O olhar crítico para a mensagem publicitária vem se desenvolvendo e não deve parar.
Outro argumento do livro que quero ressaltar é a cultura do “copy&paste”. Sem dúvida, cresce rapidamente entre os jovens estudantes o costume da cópia de trechos encontrados na internet a partir de pesquisas superficiais no Google. Sem dúvida esse é um dado que comprova o “emburrecimento” da nova geração, mas no meu ponto de vista essa também é uma prova do nosso atual estado de adaptação para uma nova cultura.

No twitter, por exemplo, já nasce uma cultura muito forte da referência e da citação da fonte original. A comunidade que usa essa rede social assumiu um compromisso de citar as fontes e vigiar aqueles que não o fazem. A meu ver, considero esse fato como consequência da própria interface, mas também como uma evolução, pós era “copy&paste”, em que muitos blogs copiavam conteúdo de outros autores sem citá-los.
Como diz a semioticista Lucia Santaella, o meio digital exige do seu usuário transformações perceptivo-cognitivas (4), ou seja, há toda uma estrutura cognitiva, se preferir, uma espécie de “know-how”, necessário para lidar com o ambiente digital.

Em geral, é esse fator que diferencia indivíduos que fazem parte das gerações pré e pós era digital. E é esse fator que Andrew Keen deixou de lado. Ainda estamos no meio do processo. Ainda estamos construindo essa estrutura cognitiva e cultural. Teremos ainda que errar muito, mas nenhum desses erros representa o fim da nossa sociedade.

No último capítulo, Keen incita o leitor a “proteger o legado de nossa mídia convencional e 200 anos de proteção aos direitos autorais”(5). Como? Proponho exatamente o oposto. Vamos expor os limites do novo paradigma digital e negociar uma reforma dos tradicionais modelos sócio-econômicos. Precisamos de outro Skype, outro MP3, para continuar a refletir e promover mudanças em nosso mercado.

Bom, encerro por aqui esse lixo. Mais um post no mar da blogosfera.


Notas:
(1) KEEN, Andrew. O culto do amador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009
(2) idem, p.08
(3) idem, p.20
(4) SANTAELLA, L. Navegar no ciberespaço. São Paulo: Paulus, p.37, 2004.
(5) KEEN, Andrew. O culto do amador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., p.173, 2009


MAIS SOBRE:
- Review do livro O culto ao amador
- CRÍTICA: O CULTO DO AMADOR
- Em 2009, “O culto do amador” não fede nem cheira

A publicidade que valoriza o conteúdo

No livro Onipresente (2009) - faça download aqui - Ricardo Cavallini lembra um detalhe muito importante a ser considerado por aquele que pretende conhecer os meios de comunicação: antigamente era comum ouvir alguém dizer que iria "ver o que estava passando na TV", ou então "ouvir um pouco de rádio". Ou seja, escolhia-se o meio e não sua programação/conteúdo. É claro, a programação era critério de escolha, porém diferente de como fazemos atualmente.

Hoje já aprendemos a agir diferente, como o próprio Cavallini exemplifica, hoje escolhemos o conteúdo ao invés do meio. É comum ver alguém dizer que vai assistir Heroes (o seriado), ou seja, estamos em busca do conteúdo, independe qual será o meio.

Isso acontece por consequência da proliferação e convergência dos meios. É possível encontrar um mesmo conteúdo em diferentes meios. Assim, podemos ver Heroes na TV, mas também há o gibi, o game, o blog dos personagens, etc.

Porém não se trata exatamente do mesmo conteúdo, mas de conteúdos complementares para a mesma narrativa. É isso que Henry Jenkins chamou de transmídia em seu livro Cultura da Convergência (1).

A publicidade, já atenta para essa tendência, começa a desenhar campanhas em que o conteúdo é valorizado a tal ponto de atuar como complemento da narrativa proposta pelo anunciante. Explico: a publicidade já não divulga simplesmente. Ela cria ramificações, conteúdos complementares.


Essa semana entrou no ar uma ação de comunicação que exemplifica bem essa teoria.

O objeto de divulgação é uma exposição que a artista Sophie Calle montou em que o tema central é uma carta que receberá comunicando o término do seu relacionamento. A artista mostrou a carta para outros 107 artistas que foram convidados a interpretar a tal carta e todas essas obras reunidas formaram a exposição.

Para divulgar essa exposição, a agência Santa Clara/Nitro não criou apenas uma ação de comunicação, mas todo um produto complementar à exposição de Sophie Calle, e é aqui que aparece a transmídia. Foi criado um blog em que o visitante pode ler a carta e mandar a sua interpretação.

As melhores interpretações serão selecionadas para a próxima edição da exposição que acontecerá no Museu de Arte Moderna da Bahia.

Quer conhecer o projeto? Visite http://blog.sophiecalle.com.br.

Foto que faz parte da obra criada por Flavia Valsani como contribuição para o blog.


(1) JENKIS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo. Editora Aleph, 2008

Como potencializar propagadores da marca

"Groundswell"(1), assim como "Cultura da Convergência"(2) são hoje, livros essenciais para quem pretende aprofundar seu conhecimento em comunicação corporativa e mídias sociais.

Hoje fiz uma re-leitura de "Groundswell" para tentar trazer não um resumo, mas algo que possa complementar o que é tratado no livro.

Busquei uma análise para tentar identificar como conquistar consumidores para que se tornem fãs e principalmente, propagadores da marca:

1 - Ofereça feedback de impacto
Quando receber uma crítica, responda rápido e de forma surpreendente, mostre que a crítica foi valiosa para melhorar o produto/serviço. Com isso o consumidor ficará impressionado, revertendo eventual problema de imagem.

2 - Mantenha contato permanente com a comunidade
Mostre que a empresa é capaz de conversar informalmente com o consumidor no blog e nas redes ssociais. Estimule a conversa e a transparência, isso irá agregar valor para a marca.

3 - Forneça informações privilegiadas
Convide heavy-users para os mesmos eventos que convidaria jornalistas e influenciadores do meio. Assim o consumidor se sentirá valorizado.

Essas três recomendações, quando colocadas em prática adequadamente, são capazes de estimular o surgimento de propagadores da marca, dispostos a falar bem e defender a marca como retribuição pela atenção e proximidade da relação com a empresa.


(1) LI, Charlene e BERNOFF, Josh. Groundswell: Winning in a World Transformed by Social Technologies. Estados Unidos, Harvard Business School Press, 2008.
(2) JENKIS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo. Editora Aleph, 2008

SKY HDTV: a TV invadiu a realidade do impresso

A campanha da SKY para o produto HDTV você já conhece. Convidar Gisele Bündchen para ser garota propaganda da campanha garantiu não só a atenção do consumidor, mas também gerou muita mídia espontânea.

Há muita campanha que se apoia numa boa piada; ou então numa boa garota propaganda. Mas esse não é o caso desta campanha. Neste caso além de uma excelente garota propaganda, há também um conceito excepcional.

"A TV invadiu a realidade", conceito criado pela Giovanni+DRAFT FCB, deixa claro o diferencial do produto. A adaptação do conceito para o filme foi muito bem executada pela O2 Filmes, por isso todo o sucesso.

Mas o que motivou esse post não foi o filme para TV. Recentemente o plano de mídia da campanha começou a utilizar algumas revistas mensais para comunicar a campanha.

E mais uma vez, o conceito foi traduzido de maneira muito inteligente.


Solução simples, mas extremamente coerente e impactante. Um simples corte especial na folha faz toda a diferença na peça e traduz brilhantemente o conceito "A TV invadiu a realidade".

Para encerrar esse post, deixo para os mais curiosos o quadro do programa Avesso, que mostra os bastidores da produção do filme para TV:


drops> Instale um verificador ortográfico no seu Firefox

Aqui vai uma dica pra quem gerencia seus e-mails pelo webmail ou possui contas em serviços como GMail / Hotmail. Também vai interessar àqueles que escrevem em blogs ou qualquer outra ferramenta de publicação online.

Caso utilize o Firefox como seu navegador web, você pode instalar o complemento (add-on) VERO, um verificador ortográfico - que inclusive - já está atualizado para o novo acordo ortográfico.

Com esse add-on, qualquer janela de edição de texto que você abrir no Firefox será verificada automaticamente pelo corretor ortográfico, grifando em vermelho as palavras com algum "problema". Clicando com o botão direito do mouse aparecem as sugestões de correção, assim como no editor de texto Word.

Caso já seja usuário do navegador Firefox, clique aqui para instalar esse add-on.

Se ainda não possui o Firefox, antes será necessário baixar o programa (clique aqui).

E clicando aqui você vê a página com mais detalhes sobre o verificador ortográfico VERO.

DICIONÁRIO ONLINE
Caso esteja à procura de um dicionário online da língua portuguesa, você pode tentar os seguintes abaixo (também já atualizados com o novo acordo):
- Dicionário do Aurélio
- Dicionário de Português




Qual o propósito disso tudo?

Qual, exatamente, o propósito disso tudo? Vivemos o dia-a-dia, trabalhamos, nos relacionamos com outras pessoas, interagimos. E qual o propósito disso tudo?


Nascemos para viver em sociedade. Viver em sociedade implica na participação de situações que estimulem a interação entre as pessoas. Criamos um sistema complexo de consumo que envolve toda a sociedade. Esse sistema opera sob uma dinâmica cada vez mais veloz, ocupando grande parte da vida de cada um de nós.

Durante esse processo de “relacionar-se” com o outro surgem os envolvimentos afetivos, passamos a amar e odiar outras pessoas, por fatos e situações, que vistos à distância perdem completamente a importância. Alguns morrem por razões que, vistos fora daquele contexto, não fazem sentido algum.

Somos por fim, elementos solitários, individuais, imersos em um mundo enorme de outros indivíduos, solitários. Para compensar essa solidão, escolhemos viver em sociedade. O “relacionar-se” nos move do estado de solidão para um estado onde é possível compartilhar experiências com o outro.

Essa troca de experiências acontece através de um processo de comunicação, mas nesse caso, a comunicação no seu sentido mais amplo possível, pois não se trata de uma comunicação verbal exclusivamente, mas toda a forma de comunicação, inclusive aquelas que envolvem os sentidos.

Numa época movida pela ênfase dos sistemas de comunicação descentralizados, é apropriado comparar cada indivíduo como um sistema próprio de comunicação, que faz a distribuição da informação para determinado número de outros seres, que por sua vez são distribuidores de informação para outros grupos de indivíduos e assim por diante. Temos então uma rede complexa formada por indivíduos interligados, em que o processo de distribuição de informação seria uma alusão ao processo de relacionamento existente entre tais indivíduos.

Com o olhar atento para essa ilustração, podemos entender como funciona, por exemplo,a disseminação de um novo dado dentro de uma cultura, ou como uma determinada cultura é influenciada por outra, pois afinal essa rede está ligada de diferentes maneiras com outras redes geograficamente distantes. Essas ligações são os espaços em que podemos inserir os veículos de comunicação, mas aqui adentramos a um campo específico da teoria da comunicação que não é o caso nesse momento.

De volta ao tema, vamos discutir essa dinâmica que criamos, essa dinâmica na qual estamos imersos e dificilmente conseguimos parar para refletir sobre ela. Pois o processo de reflexão exige daquele que pretende praticá-la um esforço para criar um distanciamento, o que, de fato, é impossível.

O mínimo distanciamento obtido já causa uma angústia por se colocar num espaço estranho àquele de origem. O distanciamento implica na visão também distanciada de toda a dinâmica de relação dos indivíduos. É o problema vivido pelos antropólogos.

O distanciamento gera um estado de incapacidade de ação, onde nos portamos como um cientista, que observa uma experiência por detrás de uma barreira de vidro, que esta ali posta para protegê-lo, mas também o impede de participar ativamente da experiência, pois o vidro separa o cientista do seu objeto de estudo.

A permanência nesse estado de reflexão vai ampliando esse distanciamento, causando um afastamento cada vez maior desse indivíduo em relação à sua sociedade. Por fim ele não mais se reconhece como pertencente àquela sociedade, não mais compreende sua dinâmica, aceita suas regras ou compreende a evolução de sua história, torna-se assim, um indivíduo, um solitário em um estado de pleno vazio, sem por fim, ter descoberto o propósito disso tudo.

OBS: Esse texto foi escrito em 2006, porém publicado somente agora, para "acompanhar" a matéria de capa revista Veja: "Nos laços (fracos) da internet".

Mesbla, aquela dos anos 90, volta em versão online [updated]


As décadas de 80 e 90 ficaram registradas por marcas como Mappin e Mesbla, duas lojas de departamento que fizeram muito sucesso mas faliram ainda nos anos 90. Ambas pertenciam ao empresário Ricardo Mansur.

Pesquisando marcas dos anos 90, acabei descobrindo por acaso que Mansur pretende trazer de volta a marca Mesbla, aparentemente para levantar um site de vendas online para concorrer com o Submarino e Lojas Americanas.

Resolvi conferir e realmente existe a informação de "site em construção" no endereço mesbla.com.br. Além disso o nome de Ricardo Mansur aparece como responsável pelo domínio que hoje está hospedado na Locaweb.

Pelo visto a empresa B2W (Submarino e Americanas) deve ganhar um concorrente de peso, já que a marca Mesbla chega com um importante valor agregado construído no passado.

Dizem que junto com a Mesbla, Ricardo Mansur deve trazer de volta também a marca Mappin, porém no registro do endereço mappin.com.br, o nome da empresa responsável bem como o provedor que hospeda são diferentes do endereço mesbla.com.br e não aparece em lugar algum o nome de Ricardo Mansur.

Na comunidade do Orkut soltaram o boato de que a loja online da Mesbla entraria em operação hoje, 1 de Julho! Será? Acho que fariam uma campanha de lançamento antes, mas de qualquer maneira, quem quiser conferir, basta entrar em mesbla.com.br.

[UPDATED 12h00] Já estamos no meio do dia 1o de Julho e não entrou nenhum site no ar. Aparentemente o boato era falso. Caso tenha alguma informação que possa colaborar com esse post, deixe um comentário!

[UPDATED 09/11/2009] Cinco meses depois, o portal Meio & Mensagem trouxe mais informações (clique aqui) sobre o caso. Na matéria é dito que o lançamento do mesbla.com.br está previsto para abril de 2010.

No endereço já existe uma página anunciando o breve retorno da marca. Quem desejar pode cadastrar seu e-mail neste site para receber informações.


MAIS SOBRE:
- Volta da Mesbla em 2009
- A volta da Mesbla?
- Marca Mesbla se blinda contra ações para voltar ao mercado
- Mesbla está de vbolta