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Realidade aumentada: Skol Sensation e Vectra GT

SKOL SENSATION:
Na semana que passou foram publicados dois anúncios que traziam a nova proposta de publicidade interativa que foi chamada de "realidade aumentada".

Esse novo formato procura aproveitar a webcam do computador para gerar interação entre o hotsite e o usuário.

No caso do Skol Sensation o anúncio convidava o leitor a visitar o hotsite do evento e posicionar o logo da marca em frente à webcam. Quando isso ocorria na tela aparecia uma animação sobre a logomarca, conforme mostra o imagem abaixo.



Proposta muito semelhante ao modelo utilizado pela Samsung na campanha do celular Omnia, como descrevi num post anterior.

Esse novo formato publicitário segue o conceito "creating time" em que o objetivo é ampliar o tempo de interação com a marca.

VECTRA GT 2009
Já a Chevrolet lançou na mesma semana uma campanha para o Vectra GT 2009 que considerei bem mais inteligente.

Na peça também aparece um símbolo que deve ser posicionado frente à webcam ao acessar o hotsite. Porém desta vez ao invés de apenas mostrar um novo elemento no vídeo, o símbolo é, na verdade, o controle do volante de um carro.

Ou seja, no hotsite há um jogo de corrida em que você é o piloto e o volante é controlado através dos movimentos reais feitos com o anúncio. Bem mais inteligente e atraente, não?


E aqui vai o anúncio impresso:

Twitter: sobre o caso da Telefônica, Marcelo Tas e o #TwitterDeAluguel

O amigo Rafael Ziggy - do blog Sim,Viral - publicou hoje um post comentando a polêmica que ocupou a rede social do Twitter: Marcelo Tas (CQC), teria sido contratado para divulgar a nova banda larga da Telefônica em seu perfil no Twitter.

Acredite ou não, o assunto foi tema de notícia no Wall Street Journal de hoje (19/03/09). Convido também a ler o post do Sim,Viral, pois queria aqui apenas complementar a reflexão sobre o envolvimento da publicidade nestes novos espaços.

O ano passado foi o auge da discussão sobre post pago em blogs e este ano aparentemente vamos passar discutindo twits pagos. Já existe até a hashtag #TwitterDeAluguel.

Considero essas reflexões saudáveis pois é a partir delas que nascerá o modelo que veremos implantado num futuro próximo.

Apesar de não servir perfeitamente como modelo de comparação, ainda assim trago aqui o exemplo do esportista: antigamente era comum ouvir críticas àqueles primeiros jogadores de futebol que eram convidados a receber patrocínios individuais.

Hoje todos os jogadores de sucesso possuem um contrato individual com alguma marca. No contrato está previsto que ele deve exibir e utilizar produtos da marca em determinadas situações. E ninguém o rotula de "jogador vendido".

É possível que as próximas gerações de jogadores já tenham mais familiaridade com o ambiente digital. Quem sabe veremos jogadores que terão seus próprios blogs ou perfil no Twitter. Não tenho dúvidas que nestes casos as marcas também aproveitarão para incluir em contrato a cláusula de que o jogador deverá, por exemplo, utilizar um background determinado pela marca em seu perfil no Twitter. E então? Iremos rotular seu perfil como #TwitterDeAluguel?

Acredito que ainda há um idealismo um tanto romântico e ingênuo nestas discussões que abusam de termos como post pago, blogueiro de aluguel, twitter de aluguel, etc. É preciso assumir a realidade do mundo dos negócios e a partir desse olhar, encarar estes novos ambientes gerados pelas redes sociais.

MAIS SOBRE:
- Marcelo Tas, Ian Schafer e a Publicidade no Twitter
- Telefonica patrocina Twitter de Marcelo Tas em campanha para Xtreme
- In Brazil, Telefónica Bets on a Celebrity's 'Tweets'


crédito da foto: campuspartybr

Twitter ajuda a refletir sobre a Era da Exposição

A mídia de massa definitivamente descobriu o Twitter e consequentemente o espaço das redes sociais.

Este início de ano foi marcado por diversas citações sobre o Twitter. Os últimos artigos publicados pela mídia impressa em São Paulo foram da revista ISTO É (Meu mundo em 140 caracteres - 19/02/2009), REVISTA DA SEMANA (CAPA: Nem Tudo que faz Sucesso na internet é bom para você - 26/02/09), o caderno LINK do jornal ESTADÃO (CAPA: Twitter, pronto para alçar voo - 09/03/2009) e nesta semana mais uma capa na revista ÉPOCA (CAPA: Você já usou o Twitter? - 16/03/2009).

É verdade, a maioria dos artigos acabam falando do mesmo. Em geral, apenas apresentando o serviço. Algumas vezes até mesmo o discurso se repete. Veja por exemplo a solução encontrada pela REVISTA DA SEMANA para iniciar seu artigo:



Agora veja como a revista ÉPOCA iniciou sua matéria publicada 3 semanas depois:


E provavelmente outros optaram pela mesma solução estética para comentar a característica da limitação de 140 caracteres.

Além de apresentar e explicar a ferramenta, mais interessante é que em algumas das reportagens o Twitter serviu de referência para um princípio de discurso sobre questões envolvendo conceitos como colaboração/compartilhamento e privacidade/exposição.

A revista ÉPOCA foi uma das mídias que aproveitou para aprofundar o assunto nesse sentido, trazendo inclusive uma reportagem com a amiga e parceira acadêmica Raquel Recuero, professora da UCPel no Rio Grande do Sul. Ela inclusive mantêm um blog muito interessante sobre essa área de redes sociais.

Acredito que mais do que discutir as características e funcionalidades de serviços como o Twitter, é interessante refletirmos sobre suas influências no nosso cotidiano e na nossa cultura. Tanto é que outra coincidência com o artigo da revista ÉPOCA acontece com o uso do termo "era da exposição".

O artigo da revista ÉPOCA começa da seguinte forma: "Vivemos a era da exposição e do compartilhamento. Público e privado começam a se confundir. A ideia de privacidade vai mudar ou desaparecer." Se você experimentar fazer uma busca no google pela expressão "vivemos a era da exposição", verá que na primeira página de resultados da pesquisa aparecerá o link para um artigo meu publicado em janeiro de 2008 no portal da JumpExec. Os demais links que aparecem no resultado, em sua maioria, são posts de blogs que analisam esse mesmo artigo.

É, portanto, a primeira vez que vejo um outro espaço fazer uso do termo "era da exposição". Se a mídia está aproveitando desse termo, isso pode ser um sintoma. Quem sabe, aparentemente, a sociedade começou mais uma vez a refletir sobre as já antigas questões que envolvem a exposição da vida privada.

Eu resolvi experimentar e vivenciar essas mudanças de paradigma. Costumo frequentar as principais redes sociais e posso afirmar que cada vez mais, informações pessoais são registradas na internet.

Aliás, é preciso atentar para duas características importantes:
1 - Os dados não são registrados exclusivamente em forma de texto. É possível que você encontre publicado por aí meu e-mail, minha idade ou quais filmes e livros eu já li. Mas além disso, também é possível encontrar fotos e vídeos produzidos por mim ou que retratam a minha pessoa.
2 - Outro fato crucial é que todo esse material pode ser publicado pelo próprio autor ou quem sabe por outras pessoas. Tenho fotos minhas espalhadas pelo Flickr por conta de eventos que participei, não fui eu quem publicou nenhuma delas. Algumas eu nem mesmo conheço o autor. E alerto: não adianta inflamar aqui o discurso do direitos de imagem. Em breve o volume será tão grande que não teremos como controlar. Sua imagem estará publicada na web e você nem terá ciência disso.

Pense no seu caso. Quais foram os últimos eventos sociais que você participou? Festas, casamentos, congressos, seminários. Quantas pessoas estavam por ali fazendo fotos? Quantas delas acabaram clicando você propositalmente ou mesmo ocasionalmente? E quais destas fotos foram acabar numa rede social como o Flickr, o Facebook ou o Orkut?


MAIS SOBRE:
- Vivemos em plena era da exposição
- Como anda a reputação da sua marca?
- Twitter ganha usuários e espaço na mídia
- Twitter é capa da Revista Época

Google Voice: mais um projeto ousado

Desta vez a Google pretende colocar um pé dentro da área de telefonia, oferendo diversos serviços úteis principalmente para aquele usuário que possui mais de um número de celular. Mas também vai ajudar aqueles que desejam integrar as chamadas do celular e do seu telefone fixo.

Em resumo, trata-se de um gerenciador de chamadas que permite, por exemplo, concentrar todas os recados de voz em um único local. Além disso, os recados de voz podem ser transcritos e enviados ao usuário em forma de texto.

Outro recurso permite que o usuário cadastre todos os seus números de contato (celular, telefone de casa, trabalho, etc) e quando alguém liga para ele todos esses números recebem a chamada e começam a tocar, permitindo que o usuário atenda qualquer um deles.

Há ainda várias outras funcionalidades que podem ser conhecidas na página do serviço Google Voice.

O Google Voice também oferece ligações internacionais com baixas tarifas, tornando-se assim um potencial concorrente para o Skype.

O serviço ainda não está disponível no Brasil e não há nem mesmo garantia de que ele seja disponibilizado por aqui, pois não foi realizado nenhum acordo com as operadoras daqui, como indicou a nota da revista Info.

Itaú e Banco do Brasil fazem publicidade semelhante


Acompanhando o tema do post anterior, encontrei neste domingo dois anúncios na Folha de São Paulo que possuiam uma linguagem e composição visual muito semelhantes. Estou me referindo aos anúncios do Itaú publicado na pág. A9 e do Banco do Brasil, na pág. A17.

O tema, claro, é o mesmo, afinal este domingo foi o Dia Internacional da Mulher e grande parte da publicidade do jornal fazia referência à data.

Mas veja nestes dois casos a semelhança na escolha por uma foto em destaque e uma caixa de texto no canto. O box de texto também tem curvas semelhantes, repare:

FOLHA e ESTADÃO: quase gêmeos

Com certa frequência acontecem coincidências de capa entre os jornais Folha de São Paulo e O Estado de S. Paulo.

Tratar do mesmo assunto na capa acontece diariamente. Utilizar a mesma foto na capa já não é tão comum, mas acontece. E mais raro ainda, é quando a manchete tem praticamente as mesmas palavras. Acontece.

Esta sexta-feira foi a primeira vez que vi uma coincidência conceitual. Não foi na capa do jornal, mas na capa dos respectivos guias de lazer publicados sempre às sextas.

O tema de capa eram os novos bares da R. Augusta. Tudo bem quanto à coincidência no assunto, porém o que chamou atenção foi o uso do mesmo conceito imagético para as capas dos guias. Não são as mesmas imagens, mas ambas foram originadas de uma mesma ideia, veja lá:

Portabilidade: dicas para trocar de operadora e manter seu número

Começou a portabilidade numérica em São Paulo. A partir de agora o consumidor pode trocar de operadora e manter o número do seu telefone ou celular.

Essa nova regra deve modificar drasticamente o modelo de negócios da telefonia no Brasil. Teremos uma concorrência maior e promoções contantes nas operadoras para conquistar o cliente pois afinal, para trocar de operadora logo mais bastará uma simples ligação. Mas como já vimos na história do capitalismo, a concorrência mais acirrada não significa, efetivamente, uma queda no custo do serviço.

De qualquer maneira esse novo ambiente só mesmo daqui algum tempo. Ainda estamos iniciando a implantação do sistema e por conta disso, deixo aqui algumas dicas:

- Se eu fosse trocar de operadora, aguardaria um pouco. Nesse primeiro mês devem ocorrer muitas falhas e atrasos no processo de migração do número. Além disso o volume de solicitações será grande o que só piora a situação.

- A nova regra prevê um prazo máximo de 5 dias para efetivação da transferência, mas o que está acontecendo é que assim que aparece algum problema o pedido é cancelado, sendo necessário reabrir a solicitação. Assim que passar a euforia estarão todos adaptados ao novo sistema e prontos para atendê-lo com mais eficiência.

- Esperar também irá permitir a você avaliar com calma todas as promoções que devem surgir nos próximos meses. Sem dúvida cada uma das operadoras de telefonia oferecerá alguma nova estratégia comercial para garantir seus atuais clientes e conquistar novos.

- A migração do número deve ser solicitada para a nova operadora que você deseja assinar. É preciso comparecer pessoalmente na loja da nova operadora, pois será necessário apresentar o RG, CPF e um comprovante de residência.

- Não esqueça que não é possível migrar um número de telefone fixo para um celular e vice-versa.

- Por fim, para ajudar na escolha do melhor serviço de telefonia celular, fiz uma tabela comparativa dos serviços oferecidos pelas operadoras Claro, Tim, Vivo, Oi e Aeiou; clique aqui para ver.